quinta-feira, 29 de outubro de 2009

zombie day SP







Geléia de Pérolas

Thalma de Freitas irritando Young





Linda!

Henri Cartier-Bresson







Henri Cartier-Bresson no Sesc Pinheros! imperdível para quem curte fotografia.
Repórter fotográfico com trabalhos feitos para revistas como Life e Vogue, Cartier-Bresson fundou em 1947, ao lado de Robert Cap e outros profissionais, a agência de fotos Magnum.
Tendo trabalhado mais de meio século a capturar o drama humano com sua câmera, ele inspirou várias gerações de fotógrafos com seu estilo intimista, que o transformou no mestre indiscutível da escola francesa de fotografia.
A mostra do Sesc é composta por 133 fotografias pertencentes ao acervo da Agência Magnum. Em 45 anos de carreira, Cartier-Bresson criou um estilo único e tornou-se pai do fotojornalismo contemporâneo.
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SESC Pinheiros: 17/09 a 20/12. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30.; sábados,
domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Entrada Grátis

Oktapodi

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

fffffound










As mosquinhas, claro, estão mortas.

masp



Walker Evans, o homem que revolucionou a história da fotografia. Mais de 120 imagens detalham a perspectiva de Walker Evans sobre a sociedade americana dos anos 20 ao início da década de 70. Séries sobre a Grande Depressão, o cotidiano de Nova York e imagens de Havana sob o comando do ditador Machado, são alguns dos destaques na mostra.
O norte-americano Walker Evans, que originalmente queria ser escritor, descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 20. Por meio de imagens que refletem a modernidade das cidades, registradas com uma câmera Leica, em 1928, Evans fotografou os arranha-céus de Nova Iorque, demonstrando ousadia com ângulos inéditos para a época.

A exposição traz também imagens de maio de 1933 quando Evans esteve em Havana, na época sob comando do ditador Gerardo Machado, e registra uma série de fotografias para ilustrar o livro “El Crimen de Cuba”, de Carleton Beals. A foto “Família cubana indigente”, que exibe uma mãe sem-teto e seus três filhos vestidos com roupas esfarrapadas, é típica de seu trabalho nesse momento.

Numa seção final de seu trabalho, da década de 50 ao ano de 1975, data de sua morte, Evans usa fotos coloridas para transmitir sua percepção da realidade, inovadora ao ponto de revolucionar história da fotografia mundial. Sua obra estava à época longe do que se considerava fotografia de arte, marcada pelo caminho equivocado do sentimento e da beleza evidentes. Com Evans, pela primeira vez a fotografia podia ter a mesma aparência de qualquer outra fotografia e mostrar qualquer coisa, de sapatos velhos a um passageiro no metrô. Sua arte dependia apenas da clareza, da inteligência e da originalidade de sua percepção como fotógrafo.

MASP - Museu de Arte de São Paulo
Exposição: 1 de outubro a 10 de janeiro de 2010
Horários: De terças-feiras a domingo e festivos, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h.
Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e para maiores de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.

Endereço: Paulista, 1.578 – Bela Vista – São Paulo – SP.
Telefone: 11 3251 5644 11 3251 5644

Atendimento: atendimento@masp.art.brAgendamento: agendamento@masp.art.brClassificação: Livre.

double





O Museu de Arte Brasileira da FAAP apresenta, pela primeira vez em São Paulo, a exposição Vertigem, d'OSGEMEOS. Pioneiros no cenário nacional do grafite, esses dois artistas plásticos promovem o melhor diálogo dessa técnica com as artes em instalações, pinturas, esculturas e objetos sonoros.A mostra reúne obras que traduzem o sensível olhar da dupla sobre o cotidiano brasileiro, da periferia urbana ao folclore nordestino, em imagens surrealistas que remontam uma atmosfera de sonho, por meio de cores alegres e personagens melancólicos.

Desenhadas por um lirismo ingênuo, figuras de pele amarelada, com narizes largos e olhos espaçados, surgem em painéis de madeira vestindo roupas coloridas em paisagens igualmente estampadas. São visões poéticas que descrevem a realidade dos dois artistas. Elas explicam o singular processo de trabalho d’OSGEMEOS, irmãos e cúmplices na estética e no ofício.Além dos trabalhos expostos em mostras realizadas anteriormente nas cidades de Curitiba e do Rio de Janeiro, “Vertigem” apresenta, também, uma série de novas obras especialmente concebidas por eles para o espaço do MAB.




Inglorious


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mostra de Cinema

Todo ano eles fazem tudo sempre igual. Trocam e-mails e telefonemas com produtores do mundo todo. Encaixam e desencaixam filmes da programação. Tentam revelar produções que o mercado ainda não encampou. Erguem uma estrutura que, a despeito dos 33 anos de vida, parece estar sempre à espera do primeiro tijolo para voltar a ficar de pé. Mas todo ano eles fazem tudo sempre igual: arriscam. E, no fim, espalham centenas de filmes pelas telas da cidade.

"É uma operação que começa no escuro", diz Renata Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ao lado do marido, Leon Cakoff. "No começo deste ano, tivemos que apelar para empréstimos pessoais para tocar a produção. Eu dizia: "Vamos fazer do tamanho que der". Sem patrocínio, a gente para." Deu para fazer do tamanho de sempre. Tamanho G. O evento, que será aberto hoje no Auditório Ibirapuera, com uma sessão para convidados de "À Procura de Eric", de Ken Loach, reúne cerca de 400 títulos e dezenas de convidados nacionais e internacionais.

Antes da festa, houve o sufoco. "Neste ano, foi atípico. Havia a expectativa da mudança da Lei Rouanet e, além disso, todos os dias a palavra crise aparecia nos jornais", diz Cakoff. "Já fizemos a mostra sem estrutura, mas voltar ao que era seria injusto. Há certas coisas, como a falta de legendas em português, que o público nem aceitaria mais."
O orçamento ideal do evento é de cerca de R$ 5 milhões. Para se ter uma ideia do que se move atrás das telas, basta dizer que a contratação da equipe, de cerca de 400 pessoas, consome R$ 1 milhão. O transporte de filmes e a mini-estrutura montada nos aeroportos custa R$ 350 mil. Legendas e tradução não saem por menos de R$ 200 mil.
Em algumas edições, um só patrocinador, a Petrobras, chegou a bancar boa parte do que era preciso para fazer a engrenagem girar. Mas, desta vez, foram mais diversificadas as fontes. A Adidas, que havia colado sua marca ao evento em 2008, aparece como copatrocinadora. A Prefeitura de SP, a Faap e o Itaú-Unibanco aparecem como principais apoiadores.
"No fim, o resultado foi ótimo. Mas terminamos o primeiro semestre sem ter nada garantido", conta Almeida. A Petrobras, por exemplo, já tinha acertado o patrocínio, mas, por uma série de dificuldades burocráticas relacionadas à Lei Rouanet, o dinheiro, simplesmente, não era liberado. O Unibanco, tradicional apoiador, também teve de rediscutir suas ações após a fusão com o Itaú.
E como tocar uma produção a zero? "É meio jogo de pôquer", brinca Renata Almeida. "Mas não dá mais para ser assim. Precisamos do mínimo de garantia. Já ouvi empresários dizerem que, se não houver mais o abatimento de 100% de imposto na Lei [Rouanet], não vão investir."
Uma lei estipula a ajuda do município ao evento, mas nem isso é seguro. Historicamente, a lei, simplesmente, não era cumprida. "O [Gilberto] Kassab declarou, publicamente, que apoiaria a mostra. Mas a lei, até então, não tinha sido cumprida por ninguém, de Luiza Erundina a Marta Suplicy, passando pelo Paulo Maluf e pelo Celso Pitta", diz Cakoff.

A mostra, que começou miúda, em 1977, com 16 longas-metragens, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), ocupa hoje 17 salas e mobiliza um público de 200 mil pessoas. E por que, ainda assim, não tem a existência plenamente garantida? "Será que o poder público acha mesmo que a cultura é importante?", pergunta, em vez de responder, Cakoff. "Chamar de herói e elogiar não paga as contas. No fim, deu tudo certo. Mas é desgastante trabalhar com a incerteza."

Ana Paula Sousa

FOLHA DE SÃO PAULO

Ilustrada - 22/10/2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

33 mostra cine


Titifreak



chóque!


Choque Cultural




as pessoas da sala de jantar

O amor é uma das formas mais eficientes para a realização dos desejos, e a ausência de uma relação ou a insatisfação do desejo conduz à dor. Freud refere-se à dor basicamente como sentimento moral em vez de físico, a qual origina-se no próprio corpo e pode ser combatida pela química. Analisada como uma sensação ligada à moralidade e à busca da felicidade, Freud explica a proveniência da dor como reflexo das relações entre os indivíduos , sejam de caráter apenas afetivo ou tomadas por impulsos sexuais, e é justamente esse tipo de dor que tem a capacidade de ferir e atingir o ego do indivíduo.Como “remédio”, ou melhor, saída para dor, aponta algumas alternativas: a desistência do desejo, a procura de algum prazer alternativo que possa saciar essa ausência, e ainda a fuga da realidade por meio da loucura, a criação de um universo íntimo, que pode também acarretar no uso de drogas como meio de evasão desse sofrimento.

O Mal-Estar na Civilização – Freud.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

agora





porra.


Não gosto muito da VEJA, mas acho importante ler antes de criticar ( o que a maioria não faz ) e posso dizer que umas das coisas que se salvam na revista é o artigo da última página ( quando é escrito pelo Roberto Pompeu de Toledo principalmente ).

Esse artigo é da edição 2117, de 17 de junho de 2009, realmente muito interessante o paralelo que ele faz entre uma pixação e um dos maiores escritores de todos os tempos, Jorge Luis Borges.


Palavras no Muro

Roberto Pompeu de Toledo


Prepare-se o leitor para o sublime encontro entreum autor anônimo, possivelmente sujo, talvez famintoe desocupado, e um dos luminares da literatura"
O amor é importante, pombas. No original, não é "pombas". É um palavrão, que também começa com "po". A frase, desenhada com as letras angulosas e sem curvas dos grafiteiros, nas últimas semanas tomou conta de muros, paredes e beiradas de viadutos de São Paulo. Enfim, um grafiteiro inteligente. Ou poético, ou pungente, dependendo do estado de espírito de quem o lê. "O amor é importante, po", de autoria desconhecida, eleva o grafite paulistano da habitual indigência ao nível dos clássicos do ramo produzidos no maio de 1968 francês – "A imaginação no poder", "Seja realista: exija o impossível", "É proibido proibir".


O segredo da frase é a palavrinha que começa com "po" aposta à oração principal. É o que faz que um pensamento banal adquira vísceras e atinja o leitor. "O amor é importante", sozinho, seria uma bobagem. Ocorre que o grafiteiro queria dizer exatamente isso, que o amor é importante. Encontrou um jeito de driblar o lugar-comum ao socorrer-se do palavrão. O palavrão contrapõe-se à pieguice do desabafo sentimental e o redime. A violência do expletivo chulo compensa a moleza do pensamento central. Produz-se o inesperado. E o rabisco na rua alcança o patamar da beleza literária.


Esse mesmo fenômeno de uma expressão secundária, na frase, sobrepor-se ao principal e salvá-la encontra-se em… (em quê? em quem? …prepare-se o leitor para saltar dos clandestinos assaltos aos muros de São Paulo para os textos antológicos da literatura universal) …em Jorge Luis Borges. Não que se queira comparar o desconhecido grafiteiro com o criador do Aleph (ou melhor: é o que se quer, sim; prepare-se o leitor para o sublime encontro entre um autor anônimo, possivelmente sujo, talvez faminto, quase certamente desocupado, cuja diversão é vagar pelas ruas da cidade nas horas vazias da noite, e um dos luminares da literatura do século XX). O recurso empregado em "O amor é importante, po" é o mesmo de dois versos do poema La Luna, de Borges:


"Según se sabe, esta mudable vida


Puede, entre tantas cosas, ser muy bella".


A ideia central, a de que a vida pode ser bela, é simplória como a de que o amor é importante. A maravilha dos versos se deve ao "segundo se sabe" com que se abrem e ao "entre tantas coisas" que precede a qualificação da vida. Eis, de novo, a mágica de componentes secundários da frase – dois, neste caso – tomarem o lugar do principal e o modificarem a ponto de conferir-lhe estatuto de obra de arte. O "segundo se sabe" prepara o espírito para algo já muito repisado, e com isso ameniza a banalidade do que virá a seguir, mas não está aí seu efeito principal. Mais relevante é que se trata de uma expressão marcadamente prosaica, frequente em peças de argumentação, aquelas em que se procura defender um ponto, como um editorial de jornal, uma tese acadêmica ou um arrazoado de advogado. Encontrá-la num poema, a escorar um luminoso momento de encantamento com a vida, produz um contraste da mesma família do palavrão sacado pelo grafiteiro para sublinhar o recado de que o amor é importante.


O "entre tantas coisas" abre ao infinito o leque de feições que pode assumir a vida. Nenhuma surpresa. A vida pode ser bela, mas pode ser muitas outras coisas, feia inclusive. "Vida", como mulher fácil, pode ir com qualquer adjetivo. Mas aí que está. Se a vida pode ser também feia, trágica, cruel, frustrante e dura, além de agradável, surpreendente ou reconfortante, quando nos damos conta de que, "entre tantas coisas", ela pode também ser bela, aí sim é que se torna mais bela ainda. Se Borges tivesse apenas escrito que a vida pode ser bela, que decepção, para um escritor de sua estatura. Seria como se o grafiteiro afirmasse que o amor é importante, e ponto final. Ao escrever que a vida "puede, entre tantas cosas, ser muy bella", ele a torna extraordinariamente bela, ofuscantemente bela.


Se a frase do grafiteiro é digna de Borges, como aqui se procurou demonstrar, a recíproca é verdadeira. Borges é também digno do grafiteiro. Não. Não dá para imaginar o argentino, spray na mão, a esgueirar-se na noite, em busca do muro mais imaculado para aplicar sua marca, isso não. Mesmo porque enxergava mal e podia acidentar-se. Mas dá para imaginar o "Según se sabe, esta mudable vida…" aplicado a um muro, uma parede, uma beirada de viaduto. O efeito seria o mesmo do "O amor é importante, po". O de uma pausa, uma surpresa e um renovador respiro, em meio à selva da cidade.

spetö

terça-feira, 13 de outubro de 2009

oh yeah


O antigo sonho da casa na árvore.
jukebox:Red Morning Light -Kings of Leon