segunda-feira, 27 de julho de 2009

Milo Manara






Milo Manarca, desenhista italiano, o cara dos quadrinhos eróticos.Novo vício!

jukebox: Podre Star - Mamelo Sound System

Júlia

sábado, 25 de julho de 2009

encontro


Tem horas em que tudo que se pede é calmaria. Tentar beber menos, arranjar um bom emprego, não falar mal da vida alheia, voltar a fazer exercícios, parar de comer tanta besteira e chegar em casa depois de uma correria, deitar na cama, ligar o som e achar um sentido naquilo tudo. Esse se encontra na simplicidade, no que consegue atingir o estágio mais bruto de felicidade.O que você mais quer? Da sacada do prédio ver que tudo está iluminado e em movimento, ter um chamego do seu gato entre as pernas, ligar o rádio bem na hora em que está tocando “Chega de saudade”. Ver que chegou uma carta de um amigo que mora longe ou um abraço de mãe. O telefone tocando e a voz “ Estou aqui na frente, vem me ver”.

E é de volta a esse movimento que tudo fica claro. Enquanto de mãos dadas, num calor entre dedos, eles atravessam a praça. Noite quente, o vento aparece teimoso, balançando o cabelo dela. Meia noite, uma , duas, não importa, mesmo na madrugada a cidade continua a respirar. O sorriso da criança que corre pela rua, o mendigo que se ajeita na melhor posição na calçada para dormir, o guarda-noturno que cochila com seu rádio AM em mãos. Um casal passa discutindo a relação, os últimos ônibus passam carregando solitários, o trânsito um pouco calmo já, prostitutas nas esquinas, o garçom na frente do bar, as luzes acessas nos apartamentos e a música alta que ecoa de algum lugar.

Ele segue contando o que aconteceu nas 24 horas daquele dia,suas novas idéias, opiniões e planos nem tão mirabolantes para dominar o mundo. Ela ri, se identifica no amontoado de palavras que ele solta olhando nos olhos. Por alguns milésimos de segundo é como se uma criança habitasse aquele corpo de homem, que traz nos olhos todo o fascínio pelo desconhecido, uma ingenuidade pura que ele carrega, perceptível para poucos.Na simplicidade de um encontro, que melhora o humor, uma segunda visão, risadas e o "oi" no momento certo. Qual? Não tem importância, o tempo te apresenta no rítimo que deve ser.


Sumiram, devem ter virado na outra quadra.


O som em bom volume é Lauryn Hill, o mesmo que tocava quando realmente se conheceram. Sorri quando dorme, pensa com o olhar, toca nela sem ela precisar pedir e sempre que escurece, vaga com ele mesmo procurando caos. Numa alucinação, no violão, num pedaço de papel ou sozinho enquanto todo mundo em volta não para de falar, se fecha e sintoniza o silêncio.O dia continua nascendo todas as manhãs, sabemos.

Agora deve estar à procura de diversão, um papo, um bom lugar no meio do show ou uma cerveja gelada. Tanto faz, o que chama atenção é o curioso. Não é fácil ser o mesmo todo dia, por isso se reinventa quando dá. Diferente.


Ele sorri enquanto dorme ...

ela viu


Intenso, ela apaga a luz.


Júlia


Jukebox: Lauryn Hill unplugged, inteiro numa madrugada fria.

Wander Wildner


Sergio Leone


wally




Saudades de quando a minha maior preocupação no mundo era achar o Wally.
Quando a coisa mais confusa que me acontecia era ficar olhando horas pra figura da rua lotada de gente pra achar o tal mochileiro da camisa vermelha e branca. Nossa, e aquele último quadro, onde tinha um zilhão de Wallys e você tinha que achar justamente aquele que estava sem meias!?
Deus, aquilo era vida.
Me preparando pra atacar de Wally.
Pela infância e pela viagem, me acha quem quiser.

...

Roubado da Anne Durey, a minha pernambucana preferida.

J.M

domingo, 19 de julho de 2009

con los ojos



Deitada de barriga para baixo com as duas mãos debaixo do queixo, reviveu cada segundo da noite anterior. Os pêlos do corpo inteiro se ouriçaram de novo, os poros se abriram, receptivos, para acolher a saliva da língua dele. Os espasmos, como choques elétricos, tomaram sua pelve e o plexo solar. Unhas cravadas no travesseiro, respirava tensa e ofegantemente. Os fios de cabelo no ombro pareciam penas a provocar o pescoço, uma cócega incontrolável. O cheiro do quarto mudou de repente, como que transpirasse paixão. Tentou inspirar devagar, mas desistiu. O ar quase faltava. A dança do próprio abdome lembrava a coreografia de mariposas num vale cheio de flor. O vento das asas causava um estranho frio que subia do púbis ao estômago e descia novamente, com um aperto involuntário dos olhos e da boca. Pensou ouvir a porta se abrir, mas nem por isso abriu os olhos. Sentiu um rosto quente e macio percorrendo seus pés e tornozelos. Subiu. Logo, uma mão entrou por baixo, entre as duas pernas, e tocou sua barriga, puxando-a para trás. Mesmo com os olhos fechados pôde ver nitidamente os movimentos rápidos e excitados das mãos e pernas numa cama que não acabava nunca, por mais que os corpos girassem em todos os sentidos e direções. Todos os poros foram preenchidos por um elixir doce e ardido que saía da língua. O corpo todo, que já pulsava eletricidade, começou a arder. Os dedos deslizavam delicadamente pela pele molhada, com uma suavidade tão bruta que chegava a doer. Quando enfim as bocas se encontraram, o gozo inundou o quarto e ela acordou. Vermelha, ofegante e terrivelmente sozinha.



Jukebox: Metal Heart - Cat Power

fun

My Blueberry Nights

Wong Kar-Wai

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Caindo em si


Cachorra
Sagraste o meu dedão
Sugaste, deixaste-me no osso.

Vem cá
Surtaste
Lançaste-me no poço
Sorriste, fudeste-me a razão
Gosaste , largaste-me no osso
Fizeste, de mim o poste do teu cão



Mundo Livre S.A, os caras.

picks


Fotos que gostaria de ter tirado.
Jukebox: Meu Esquema - Mundo Livre S.A
J.M

d' beber



Novos Paulistas




Tiê, Thiago Pethit, Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz, artistas paulistanos que estão se destacando pelo cenário musical brasileiro em seus projetos solo, se encontram desta vez juntos em um mesmo palco para um show especial. Intitulado de “Novos Paulistas”, o projeto que reúne os cinco artistas tem sua estreia no palco do SESC Vila Mariana.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Division


Milágrimas


Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada milágrimas sai um milagre


Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada milágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do salGota a gota, uma a uma
Duas três dez cem milágrimas sinta o milagre
A cada milágrimas sai um milagre

(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

vidas secas






Edição comemorativa de Vidas secas, de Graciliano Ramos que tem o texto integral do romance e é acompanhado por um ensaio fotográfico de Evandro Teixeira, o cara do fotojornalismo no Brasil. Durante dez dias, Evandro percorreu o sertão de Alagoas e Pernambuco, trilhando os caminhos de Graciliano e registrando os lugares em que nasceram os personagens criados pelo escritor alagoano.

Foda.

J.M

Cuba libre


Em abril do ano passado, Izan Petterle e Frans Glissenaar decidiram refazer o itinerário de Che Guevara durante a Revolução Cubana - que acaba de completar 50 anos, em meio a incertezas sobre o estado de saúde de Fidel e a capacidade de sobrevida do regime sob o comando de seu irmão Raul Castro. O fotógrafo brasileiro e o jornalista holandês - parceiros de reportagens da revista National Geographic - usaram como guia o diário de Che escrito durante a campanha: Passagens da guerra revolucionária. O resultado é Cuba de Che - 50 anos depois da Revolução , um livro valioso não somente pela força das fotografias, que captam paisagens e cenas do cotidiano da ilha, mas também pela qualidade da pesquisa e do texto, que recupera cada etapa da aventura revolucionária mais impressionante da América Latina. Nestas e em dezenas de outras imagens, o premiado fotógrafo Izan registra a fé e o desencanto, a alegria e a incerteza do povo cubano, que, entre outras contradições, aguarda com ansiedade o futuro e idolatra com nostalgia o passado, enquanto espera, em silêncio, o inevitável reencontro com a História.


De babar as fotos!









ahãm


Você afirma que existe um abismo entre o dia-a-dia da profissão de jornalista e os conceitos de verdade e ética que sustentam a atividade teoricamente. Mas isso não acontece em toda a sociedade? A ética, no Brasil não se tornou uma ficção, uma encenação e uma representação – a julgar pelo próprio noticiário? Seríamos o país da moral provisória?


CAIO: Não considero os problemas morais da imprensa brasileira maiores ou menores do que os problemas morais das democracias em geral. A rigor, a nossa dita “grande imprensa” tem uma qualidade comparável à de democracias do primeiro mundo. A moral provisória é a forma pela qual se faz o jornalismo seja aqui no Brasil seja em qualquer outra democracia. Os princípios existem apenas para serem princípios. Qualquer pequena mentira - ou omissão - perpetrada por um jornalista para conquistar alguma informação desvela este abismo, esse uso temporário da moral – o recurso à moral serve para denunciar um corrupto, mas não serve para justificar uma mentirinha, por isso, provisoriamente, o jornalista deixa de ter princípios em relação à mentira e a usa para conseguir informação que ele acha relevante. Os jornalistas agem, em geral, como se os fins justificassem o uso de meios condenáveis moralmente – essa é a raiz da moral provisória.


Como você avalia o ensino na Comunicação nas nossas universidades?


CAIO: Sou partidário de um curso de pós-graduação para formar jornalistas e comunicadores. Essa formação viria depois que o estudante tivesse cursado um curso clássico, qualquer um, mas que tenha lhe dado uma formação humana e/ou científica sólida, coisa que as escolas de comunicação – apesar de existirem algumas muitos boas e completas – não conseguem fazer de uma forma geral


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e tudo mais