quarta-feira, 29 de abril de 2009

Doc Leipzig

Das Internationale Leipziger Festival für Dokumentar- und Animationsfilm ist das größte deutsche und eines der wichtigsten und traditionsreichsten internationalen Dokumentarfilmfestivals. Der künstlerische Animationsfilm ist seit Jahrzehnten integraler Teil des Festivals und seit 1995 mit einem eigenständigen Wettbewerb vertreten. Als Zwei-Sparten-Festival ist Leipzig damit in seiner Art einzigartig. Durch seine traditionelle Brückenfunktion zwischen Ost- und Westeuropa ist das Festival ein zentraler Ort der Begegnung und des künstlerischen und inhaltlichen Austauschs zwischen Filmemachern, Produzenten, Redakteuren, Verleihern, Journalisten, Wissenschaftlern und Publikum aus der ganzen Welt.

Doc Leipzig/ Leipzig - Alemanha
Futuro é lá, e agora!
J.M

terça-feira, 28 de abril de 2009

Akira


Não sei quando mas ainda termino a minha prateleira só do Kurosawa , digo, a coleção completa do cara. Mestre, a cada filme, a vontade de me meter com com cinema só aumenta. Tanta genialidade, desde roteiro, fotografia e principalmente direção que não tem como achar palavra mais apropriada do que absurda, um trampo absurdo de bom.


jukebox: De um amor em paz- Orquestra Imperial
J.M

domingo, 26 de abril de 2009

Killer



Ainda na psicodelia da semana que passou

foto do dia

Bob Burnquist por Ale Vianna. Fantástica.

Saudades de São Paulo, dos rôles noturnos para clicar a cidade que não para e de passar dias só com a câmera na mão! To enferrujada já!

jukebox: Doce Guia - Céu

J.M


quinta-feira, 16 de abril de 2009

the queen

Música é algo que influência. Tem o poder de te emocionar, deixar triste, alegre, trazer lembraças, dançar, curtir, numa viagem entre amigos ou para escutar sozinho.
Em qualquer lugar, e para mim, está presente sempre até simbolicamente tatuada na minha pele.
Agora, a história é a seguinte: quando rola um interesse, por algum moço bonito, tento sempre descobrir o gosto musical do cara. E sim, saber que ele gosta de escutar César Menotti e Fabiano, ou que entra em transe absoluto ouvindo "
Bola de Sabão", na voz da Cláudia Leite, queima um pouco o filme.
Não tenho preconceito com gosto musical, mas não sou eclética. Gosto de muita coisa ( MPB, jazz, blues, rock, dub, reggae, clássica, maracatu, samba, black music, rap, bossa nova, afrobeat, folk, manguebeat, punk, progressivo,eletrônica, tango), que considero boa e audível na minha seleção. Como gosto de saber o que o outro cantarola e se é um som que eu também curto, volto a escutar em bom volume, sem problema algum.

Passei da fase Elizeth Cardoso e Rafael Rabello para os incrivelmente bons, Queens of the Stone Age, CD que não escutava fazia um tempo.
Na saudades de uma noite que a pouco acabou.

You Think I Ain't Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire
No One Knows
First It Giveth
A Song For The Dead
The Sky Is Fallin'
Six Shooter
Hangin' Tree
Go With The Flow
Gonna Leave You
Do It Again
God Is In The Radio
Another Love Song
A Song For a Deaf
Mosquito Song
Everybody's Gonna Be Happy


J.M

Amores Perros



Alejandro González Iñárritu e Guillermo Arriaga numa incrível parceria, Amores Perros,assisto pela enésima vez com o gatíssimo Gael García. Filme foda mas o meu preferido da trilogia Iñárritu é  21 Gramas, o melhor!
J.M

boa medida


Do que é feita uma boa balada? Depende. Companhia, local, música, seu humor no dia, tudo interfere diretamente, na hora de escolher para onde ir, e conforme as condições, só ir embora com o sol em chamas, clareando tudo e apertando os olhos, numa gostosa ressaca.
Festas regadas a cervejada, sinuca, rock progressivo, pôster e fotos de clássicos do mundo dos riffs sinuosos das guitarras, pessoas diferentes ligadas pela música no ambiente e aquela luz amarela, bem baixa.



Bares undergrounds ou inferninhos, como preferirem. Muito rock, poeira, tudo muito bem expresso pelos artistas que se apresentam, levando ao êxtase o público, sedendo por boa música com pegada e atitude. E tudo pode acontecer, quando quem está no palco é a banda sul mato-grossense Dimitri Pellz.
A presença explosiva de
Maíra Espíndola, potente e única nos vocais, mostra que cada vez mais, a boa alquimia do grupo, fixa presente e marcante.
Tornando possível o transporte que a música pode proporcionar, esses revolucionários usam o palco como arena para as mais inusitadas manifestações sonoras.
No melhor estilo rock sujo, devastador, furioso, sensual e porque não, poético.

No meio disso tudo, na última música da apresentação, esses malucos montaram a bateria no meio do povão, no olho do furacão de uma roda punk. Insanamente bom.
Com uma identidade lapidada e qualidade musical de sobra, um show para todos os sentidos humanos.

Ao vivo, cada vez melhor.
J.M

mina na brasa

Gal disse:

“Meu nome é Gal, tenho 24 anos
Nasci na Barra Avenida, Bahia
Todo dia eu sonho alguém pra mim
Acredito em Deus, gosto de baile, cinema
Admiro Caetano, Gil, Roberto, Erasmo,
Macalé, Paulinho da Viola, Lanny,Rogério Sganzerla, Jorge Ben,
Rogério Duprat,
Waly, Dircinho, Nando,
E o pessoal da pesada
E se um dia eu tiver alguém com bastante amor pra me dar
Não precisa sobrenome
Pois é o amor que faz o homem."


jukubox: Meu nome é Gal - Gal Costa

J.M

Studio SP

China

Quintal PE


Quintal PE reúne grandes nomes da cena local em uma noite

Não é mais preciso esperar pelo Carnaval ou pelos shows no Marco Zero para o público recifense conferir as grandes atrações da terra. Acaba de surgir o Quintal PE, um novo evento que nasce trazendo em sua escalação os maiores nomes da música pernambucana em uma só noite.

O evento que veio para evocar a cultura local, apresenta uma maratona de 12 horas de música, projeção de fotos e artes plásticas e exibição de curtas pernambucanos. O Quintal PE acontece no dia 25 de abril, no Pavilhão do Centro de Convenções, a partir das 16h, trazendo shows com Nação Zumbi , Mombojó + China, Otto, Eddie, Bonsucesso Samba Clube, Maracatu Piaba de Ouro, Eta Carinae, Vargas e, ainda, o lançamento do Blind Date, parceria de Naná Vasconcelos com DJ Dolores.

Durante os shows, o palco ganha a “decoração” de fotos, esculturas e objetos assinados por importantes artistas plásticos locais em formato de projeções. Nos intervalos das apresentações, o público será convidado a assistir a curtas produzidos no estado. Os ingressos, à venda na Saraiva Mega Store, têm o preço de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), com ingresso solidário para inteira no valor de R$ 30 + 1 kg de alimento. Quem comprar após o dia 15 de abril paga R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) ou, para inteira, R$ 40 + 1 kg de alimento.


Local: Pavilhão do Centro de Convenções – Complexo de Salgadinho
Data: Dia 25 de abril (sábado), a partir das 16h




“O Quintal-PE abre portas para os artistas da terra.Buscando incentivar a cultura pernambucana dando mais visibilidade às diversas áreas culturais e oferecer mais acesso do público à cultura local. Para abrir portas para os que têm a dizer e a mostrar”

Recife roots! Estado amado!


J.M

Strokes


Kino quinzena

Resumão dos últimos, sempre loucos por cinema!



QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO
Jamal é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV "Quem Quer Ser um Milionário?". Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas. Lindo.


UM HOMEM BOM
Alemanha. John Halder é um tranqüilo professor universitário, que vive em paz com sua família e tem em Maurice um grande amigo. Um dia Halder passa a prestar mais atenção em uma de suas alunas e, com a carreira em ascensão, lida com pessoas do governo nazista, sem se dar conta do perigo que ele e seu país estão correndo. Legal a forma como o filme mostra, a corrupção que o ser humano está sujeito a sofrer ,nas inúmeras pressões da sociedade e do poder. Bom, com ótima fotografia em algumas cenas, mas Viggo Mortensen não convence no papel. Sei que pode não ter importância esse comentário, mas vou falar, Viggo está muito feio no filme. Como assim? Dono de uma beleza ensurdecedora, o Tom Stall, de "Marcas da Violência" , e na interpretação antológica, como o Aragorn do "Senhor dos Anéis", veja só, ficou com uma cara de esquisitão em Um homem Bom. Uma pena, tinha que deixar registrado.



FOI APENAS UM SONHO
Anos 50. Frank e April formam um casal feliz.. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road eles ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém logo eles percebem que estão se tornando justamente aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho insignificante e tem medo de tudo, enquanto que April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Só que, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos. Lindo, lindo, com direção de Sam Mendes, o mesmo de Beleza Americana, um dos meus filmes preferidos, e claro, Kate Winslet deslumbrante.


ENTRE OS MUROS DA ESCOLA
François Marin ,rabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas o descaso e a falta de educação são grandes complicadores. Longo, mas reflexivo, espontâneo, merece atenção, muito bom!



ROMANCE
Pedro é um ator e diretor de teatro, que se apaixona por Ana , também atriz, ao contracenar com ela a peça "Tristão e Isolda". O namoro deles é afetado pelo posterior sucesso dela na TV, impulsionado pela empresária Fernanda . Além disto, ao gravar um especial de TV, Ana conhece Orlando um ator por quem se apaixona. Delicado, trilhado por Caetano Veloso, que consegue mudar o toma das imagens na hora que sussurra "Teu corpo combina com meu jeito /Nós dois fomos feitos muito pra nós dois/Não valem dramáticos efeitos/Mas o que está depois", bá, lindo! Ótimo elenco, diálogos bem escritos e suave, muito suave. Na direção, o talento incessante de Guel Arraes.

REBOBINE POR FAVOR
Jerry Gerber decide sabotar a usina elétrica de sua cidade, já que acredita que ela está derretendo seu cérebro. Para tanto ele conta com a ajuda de Mike, seu melhor amigo, que trabalha em uma antiga locadora que apenas aluga fitas VHS. A tentativa de invasão dá errado, o que faz com que Jerry leve um grande choque. A partir de então ele fica magnetizado, sem perceber. Ao entrar na locadora onde Mike trabalha ele, desmagnetiza todos os filmes disponíveis. Com Elroy Fletcher o dono do local, viajando, cabia a Mike cuidar do local. Desesperado, eles decidem rodar os filmes por conta própria, nas suas versões para grandes clássicos. Esperava mais do filme. Sou fanática pelo trabalho do diretor Michel Gondry, cara genial, e ainda tem no elenco Jack Black. A idéia do filme é muito boa, tem cenas hilárias, como quando eles começam a gravar a versão caseira de “ Os caças Fantasmas”, pra chorar de rir, só que o filme esbarra em cenas fracas e chatas. Um final bem sentimental. Recomendo pelo conjunto ( diretor, atores e enredo), me decepcionei um pouco, como disse, esperava mais.
J.M

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Los chicos


laranjas


O relógio em cima do criado mudo não marcava nem sete horas da manhã e com uma animação matinal rara, me encontrava tomando um ligeiro suco de laranja e pão. Saí em disparada para o parque, lá quatro voltas ( 2 caminhando e 2 correndo) em volta do lago.
Tempo nublado, com cara de chuva, parque vazio nessa véspera de feriado e eu correndo, suada, ao som de Stevie Wonder, Jackson 5, Franz Ferdinand e Cérebro Eletrônico grudados no ouvido.

Nem me lembro a última vez que saí cedo para correr. E como é bom, sem ninguém perturbando, o dia começando, árvores, vento fresco, calmaria e um silêncio quebrado apenas pelas batidas do mp3 e dos pássaros.

Queria eu ter esses minutos de “alívio”, quase espiritual, diariamente para recarregar e ter uma disposição sem igual até chegar o fim da noite. Meditação, outro lance . Essa minha agitação que não colabora. Têm momentos em que ser disciplinada é a saída para uma vida melhor. Bá.

Hoje acordei assim, muita laranjada e atrás da minha disciplina.

Jukebox: Gata Vadia – Tetê Espíndola

Ensaio Corumbá / Pantanal





gimme a list

Listas. Pode ser de supermercado, filmes, músicas, viagens, para lembrar de algo importante, aniversários, bom, tem lista pra tudo. E gente que odeia e quem gosta de pegar uma cadernetinha e escrever palavras, uma embaixo da outra. Adoro listas.
Listas da semana ( tudo que foi/continua/ curtido por esses dias):


Jukebox: João Gilberto, Mula Manca & a Fabulosa Figura e Nação Zumbi.
Vinil: Jorge Ben, Luiz Gonzaga e Bob Marley
Livro: Aos olhos da multidão - Gay Telese

Oração aos Moços – Rui Barbosa
Web: Podcast do Coquetel Molotov
DVD: Nara Leão, Mônica Salmaso, Zeca Pagodinho Acústico e Sintonizando Recife
Filme: Clube da Luta
No cinema: O Lutador e Gran Torino
TV: Canal Brasil
Show: Fernanda Takai
Show da próxima quinzena: Elza Soares, Mercedes Sosa e Luiz Melodia
Gosto: Café e Manga
Imagem da semana: Todos os olhares doces e as pessoas gentis que cruzam o nosso caminho.


jukebox desse momento: Disritmia - Zeca Baleiro

J.M

Kurosawa


Os Sete Samurais, Akira Kurosawa , o cara.
J.M

aos moços

Mas, senhores, os que madrugam no ler, convém madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. O saber não está na ciência alheia, que se absorve, mas, principalmente, nas idéias próprias, que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação, por que passam, no espírito que os assimila. Um sabedor não é o armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas.

Rui Barbosa - Oração aos Moços

jukebox: Bang Bang- Nancy Sinatra

J.M

o samba poconé

I Love Fusca






Del Fuego

Nossa Senhora da Paz
A bailarina do circo
Vem beijar a pele da cidade
As feridas
Os jardinsTraga toda luz que há no céu
Traga toda luz que há no chão

Cordel Do Fogo Encantado

Sagrado Coração

Weezer





Nós amamos nerds!

Mula Manca & a Fabulosa Figura


Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro
Vou enriquecer até ficar blasé
Então posso descansar
Logo aos trinta eu vou ter muita grana pra curtir
tantos seios, tanta aventura, whisky, confusão,
Então o que tu vai falar?

Quando eu chegava na tua casa
nem jantar, nem carinho
Você morria de vergonha das minhas roupas e do meu fusca
E agora meu bem, eu vou na sua rua passar com meu fusca,
o casaco de couro bordado de ouro,
minhas três namoradas, minha alma lavada
Paris ! Europa ! Chile !Argentina !
Girafas ! Caribe ! Charutos !
Hula - Hula ! Baralho ! Loiras !
Piscina na cobertura !
Massagem, passagem, uma bela paisagem !
Ah, você só vai olhar !

Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro
Vou enriquecer até ficar blasé
Então o que tu vai falar ?


Dinheiro - Mula Manca & a Fabulosa Figura
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 Não consigo parar de escutar esse tal de Mula Manca & a Fabulosa Figura. Sonzeira, boa letra, a mesma galera do ótimo Seu Chico, releituras de Chico Buarque com sotaque recifense! 

 Recomendo para agora!www.myspace.com/mulamanca
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jukebox: Mula manca e Seu Chico em tempo integral nessa semana!

Destaque para Fórmula 1, da Mula Manca, muito bonitinha!

J.M

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sintonizando Recife



1. Lágrimas Pretas
2. Eletrocutado
3. O Som
4. Vendi a Alma
5. Duas Cores
6. Amigo do Tempo
7. Faaca
8. Papapa
9. Enladeirada
10. Estrondo
11. Tatuí
12. Jardim de Inverno
13. Sem Paz
14. Asas nos Pés
15. Canção que Não Morre no Ar
16. Sem Conserto


passa

Do not disturb. Placa colocada na maçaneta da porta. Meio dia de uma terça-feira quente. No apartamento, aquele incontrolável silêncio absurdo por entre as paredes brancas. Acordo, levanto, abro a porta. Nina me encara com seus olhos azuis enormes, solta um miado e faz charme.
Dê camiseta (essas ,extra GG, bem antiga, com a foto do David Bowie, uma delícia para dormir) e calçinha, o cabelo todo bagunçado e com o olho se apertando para abrir em meio a tanta claridade. Espreguiço, coço a cabeça e sento na cadeira da sala de jantar. Quanto sono . Prendo os cabelos, fico com os olhos fechados durante uns 10 segundos, agora começo realmente a acordar.
Enquanto espero o café ficar pronto , quebro o marasmo ao som do The Cure.
Café quente nas mãos, penso na lista do supermercado, nos textos para a revista, no filme que está passando no cinema que quero assistir e no livro de Gay Talese que ainda não li. E o tempo está passando. Abril? Está quase acabando. Começo a sentir saudades dos acontecimentos recentes, isso é tão estranho.
Olho em volta, tudo está limpo, os quadros milimetricamente alinhados na parede, mesa, tapete, painel de fotos, cortina, cozinha, tudo em ordem.
A vontade de ficar sentada no sofá, mergulhada em meio às almofadas, é intensa. Uma tarde no sofá, com o vento bom e a luz calma que entra pela sacada, dá para ver como o céu está azul. Azul bonito. Só que o tempo continua a passar, esse tem pressa. Tarde e sofá soa como desperdício de números, horas, minutos, não me dou ao luxo.

Depois do banho, escovo os dentes e me olho no espelho. Um riso sincero sai, e uma saudade de uma praia que não vi, um povo que não conheci. Lembranças que ainda não chegaram.
Vestido, cinto, relógio, brinco, anel, bracelete, colar e quando sento para colocar a rasteira, toca o interfone:
- O Bento está aqui.
-Ok.
Tudo certo, perfume, um “stop” no cure e no primeiro toque da campainha, abro, e já me perco num abraço.

- Que bom te ver.


J.M




Kiss


Individual e colaborativo


Matéria que saiu no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo. Bacana e interessante, mostra a atual cena musical,tudo o que acontece, creio que não só em São Paulo. Sem contar que as fontes, um par de gente que eu admiro o trabalho, da hora!

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Disco da cantora Tiê evidencia modo de produção colaborativo

Ainda que seus arranjos silenciosos façam supor uma completa solidão, "Sweet Jardim", álbum de estreia da paulistana Tiê, 28, pode ser tudo --menos o trabalho de uma artista solitária.

Foram muitas as mãos e cabeças envolvidas nos vários processos de sua criação, repetindo um esquema de colaboração mútua cada vez mais comum na cena independente.

Nele, os músicos driblam a falta de dinheiro dando de graça o que têm de melhor --seja criatividade, método ou mão de obra. Essas parcerias fazem a engrenagem rodar, gerando sua própria energia.

"São Paulo é meio precursora nisso", diz o carioca Plínio Profeta, 39, produtor de "Sweet Jardim". "Os músicos paulistanos são mais articulados. Um exemplo é o [coletivo] Instituto, que compõe, toca, cria selo, lança disco, um ajuda o outro. Quando um se destaca, todos ficam em evidência."

É preciso não confundir essa cooperação artística com um novo movimento musical, como foi a bossa nova, a jovem guarda ou a tropicália. Aqui, os trabalhos de cada um dos elementos do grupo são radicalmente diferentes entre si em termos de estilo.

"Eu sou do rock, mas posso ajudar a Tiê, que faz um som mais leve, a criar uma letra ou a montar uma página no MySpace", exemplifica Naná Rizzini, 28. Lançando seu primeiro EP, ela lembra que a rede não envolve apenas músicos. "Tenho amigos designers, fotógrafos, figurinistas... Assim, o projeto gráfico, a maquiagem, cabelo, os clipes, tudo vira custo zero."

Tatá Aeroplano, 33, nota que os artistas estão mais interessados em compreender e dominar o lado não-artístico da música. E contabiliza o quanto estar inserido num esquema coletivo pode tornar viável a realização de um disco.

"A gente paga os caras envolvidos na produção, estúdio e mixagem, mas é uma quantia simbólica", diz. "O CD mais recente da minha banda Cérebro Eletrônico custou R$ 15 mil. É pouco para o resultado que conseguimos."

Moeda de troca

Finalizando a produção do segundo CD do Jumbo Elektro, uma das bandas de que faz parte, Dudu Tsuda, 29, diz que tudo vale como moeda de troca. "Você pede um microfone ou um gravador e acaba pagando com uma trilha, tocando um instrumento num jingle ou com uma garrafa de uísque."

"O meu vai ser na base da camaradagem total da galera. Se eu fosse pensar em contratar músico, ficaria inviável fazer qualquer coisa", diz Tulipa Ruiz, 30, que pretende estrear em disco este ano.

Ela afirma que esse revezamento dos mesmos artistas em vários álbuns não "vicia" a sonoridade dos trabalhos nem limita os horizontes estéticos dos envolvidos. "Ao contrário. A cada disco que a gente faz junto, um traz coisas novas para o outro", diz.

"Isso acontece porque somos um coletivo em que todo mundo pode exercer totalmente sua individualidade", define o ex-ator Thiago Pethit, 26, que acaba de lançar seu primeiro EP.

"Comecei a ficar infeliz com o teatro na mesma época em que dirigi um show da Tiê e do Dudu", recorda. "Vendo eles no palco, entendi que o que eu queria para mim estava ali: um monte de gente jovem e interessante fazendo coisas para gente jovem e interessada."

"Sempre achei que essa crise na indústria ia render uma virada artística", conclui Plínio Profeta. "A turma dos anos 2000 reagiu e aprendeu que, juntando as forças, poderia fazer o que quisesse."


Marcus Preto

como tinha que ser

E foi, como tinha que ser, ela o beijou por inteiro, sem se preocupar com aquelas pessoas e seus olhares arredios. O tempo estava bom, era a hora de amar.

jukebox: Avião Aeroporto - Karina Buhr

J.M

Kerouac


Reza a lenda, que as 125 mil palavras que compõem On The Road  foram escritas entre 2 e 22 de abril de 1951. Kerouac teria ficado esse período sob o uso constante de benzedrina com seu rádio sintonizado em uma estação de bop, datilografando febrilmente sua obra-prima em um rolo de papel de 36 metros de comprimento inserido na máquina de escrever " sem qualquer divisão de parágrafos, deixando que o papel desenrolasse pelo chão, como uma estrada"
Revista Rolling Stone.

Desejo por fêmeas


"Foi meu pai quem me apresentou às mulheres em Paris, contudo, mais que as próprias francesas, sempre me impressionou o seu olhar para elas. Assim como o aroma das mulheres daqui não me impressionava tanto quanto o cheiro dele, impregnado na garçonnière que ele me emprestava. Debaixo do chuveiro eu agora me olhava quase com medo, imaginando em meu corpo toda a força e a insaciedade do meu pai. Olhando meu corpo, tive a sensação de possuir um desejo potencial equivalente ao dele, por todas as fêmeas do mundo, porém concentrado numa só mulher."


Chico Buarque - Leite Derramado

sábado, 4 de abril de 2009

mão de oito


Passa da meia noite na metrópole cosmopolita que nunca para. Tempo agradável, o vento leve da madrugada paulistana entra pela janela semi-aberta do carro. Dentro desse, vem Jorge Ben Jor com “Ive Brussel”, cantada com a letra decorada de tanto escuta - lá. Continuo a descer a Augusta, uma das ruas mais conhecidas de São Paulo, que retoma a fama de ser sinônimo do pedaço de grande miscelânea cultural. Local para encontrar os mais diversos rostos e figuras.
A parada é na frente do
Studio SP, casa de shows e centro de cultura sempre presente nas listas especializadas das melhores baladas da cidade (incluindo a minha). O som que rola nessa noite é do mão de oito. A fila está grande, bastante gente na calçada e com a minha animação para curtir até clarear o dia, o Jorge Ben fica mudo no toque de “stop”. A noite vai ser boa, sem dúvida.

Mão de oito, grupo formado por seis grandes amigos dispostos a fazer música , boa música por sinal. Cohen (voz e guitarra),Toca Mamberti ( guitarra), Careca ( percussão), Rafa Rodrigues ( bateria), Edu Aun ( baixo) e Bicudo (Rhodes, Realistic Moog ,teclados), nome e posição dos escalados.

Das apresentações no tempo de escola, passando pelo amadurecimento sonoro e assumindo a formação atual, eles sobem no palco e mostram para o que vieram. Como referência bebem na fonte da música brasileira, não se debruçam apenas nela, como bons ouvintes e pesquisadores afinados, encontram no caminho das influências muito soul, funk, rap, de Beastie Boys, Miles Davis a Fela Kuti. Tudo muito bem explorado nessas mãos.
Com o EP “Vim”, trabalho de estréia lançado no ano de 2008, co-produzido e mixado por Daniel Ganjaman, esses caras carregam talento de sobra. Letras autorais, melodias pulsantes para dançar sozinho, acompanhado, com o namorado ou com quem estiver por perto. A música está presente, na sua melhor forma.

Deixando que tudo aconteça no tempo certo, os hermanos da Vila Madalena vão pelo caminho certo: o da originalidade.
Em entrevista feita por e-mail, pela distância geográfica atual, para o Fome de Tudo, o guitarrista da banda Tomaz Mamberti, mais conhecido como Toca, contou sobre a trajetória do grupo, as dificuldades, todo o processo de criação e as curiosidades do time
mão de oito.

....

Depois de passar no bar, em meio ao labirinto de corpos e vozes numa noitada bem movimentada no Studio, acho um lugar na direção dos músicos. As notas nos instrumentos começam a ecoar, gritos de “Lindos” nas vozes femininas presentes estão por todos os lados.
Que bom, o show vai começar.



Fome de Tudo: Em poucas palavras, quem são vocês?

Toca: Somos seis grandes amigos, antes de tudo. Todos, menos o Rafa, estudamos juntos na escola, ouvíamos som juntos, começamos a tocar mais ou menos na mesma época e nossa união, como banda, acabou sendo natural.

FT: Como começou a história do mão de oito?

Toca: Começou como qualquer outra banda de amigos, sem pretensão nenhuma, nem sabíamos tocar direito. Meu instrumento, por exemplo , era o Surdo de bateria, um simples tambor. Só fui tocar guitarra um tempo depois.
Como disse antes, estudávamos juntos, pesquisávamos música, apesar de cada um ter seu gosto particular, sempre gostamos de muita coisa parecida. Todos éramos, e somos até hoje, muito fãs de Chico Science & Nação Zumbi, que foi uma banda que nos inspirou muito, por ter vários integrantes, misturar várias influencias e tal.
No final de 1998 resolvemos arriscar formar essa banda, tocamos no festival da escola e, apesar da tosqueira, fomos muito bem recebidos pelo público (formado quase que só por amigos), e isso nos animou a continuar.

FT: Por que esse nome?

Toca: O nome original não é esse. Tínhamos um show marcado num festival bem legal, no extinto KVA, que foi bem divulgado. Aí, um babaca de uma outra banda me ligou botando pânico que o nome das nossas bandas era parecido demais, e que ele nos processaria caso não mudássemos, já que ele já tinha registrado o tal nome (não revelo pra não dar ibope pro babaca, e nem sei se a banda dele existe ainda). Sendo assim, precisávamos mudar de nome, urgentemente.
Ficamos o dia todo um ligando pro outro sugerindo nomes horríveis, nenhum funcionava. Fervemos nossas cabeças atrás de um nome, e nada. Até que, no começo da noite, o Edu me ligou sugerindo um nome: “Mão de Onze”, que é uma expressão usada no jogo de Truco, se não me engano. Mas o Edu sugeriu não por ser do jogo, e sim pela sonoridade, que também me agradou. Como tínhamos oito integrantes na época, eu sugeri chamarmos a banda de “mão de oito”. O Edu também gostou da idéia e passamos para os outros, que também gostaram. Ficou assim até hoje.

FT: Qual a formação dessa galera toda, alguém vive de música?

Toca: O Cohen é formado em Geografia e trabalha como DJ, tocando em várias festas legais, casamentos etc. O Edu é formado em Economia, e trabalha no Mercado financeiro. O Careca é formado em Fotografia, e faz vários trabalhos no meio. . O bicudo é formado em Esportes e trabalha como técnico de equipes universitárias, amadoras e dá aula de Educação Física num tradicional clube de SP. O Rafa faz faculdade de administração e faz alguns trabalhos para a empresa do pai dele. E eu sou formado em Desenho Industrial, mas nunca trabalhei na área, faço alguns freelances de áudio, e pesquisa de Mercado.
Resumindo, ninguém vive exclusivamente de música, mas estamos trabalhando para que isso aconteça em breve.

FT: Você acha que é possível hoje em dia no num país como o Brasil, sobreviver integralmente de música?

Toca: Com certeza é possível, mas não pra todos que tem esse sonho. A grande maioria acaba desistindo antes de se estabelecer a ponto de viver integralmente de música. Quando digo viver, digo viver bem, ter grana pra educar os filhos, alguns luxos supérfluos e tal… Mas viver de música, passando um certo perrengue é bem possível, é meio como um trampo qualquer.
Dá para viver de música de vários jeitos, sendo de uma banda, sendo compositor, produtor, fazendo jingles etc. Para alguém que toca numa banda, a maior fonte de renda é mesmo o show.

FT : As referências e interferências da banda.

Toca: Nossas referências principais sempre foram às várias vertentes da música brasileira, como Nelson Cavaquinho, Cartola, Caetano, Gil, Novos Baianos, Roberto e Erasmo, Luiz Melodia, Chico Science & Nação Zumbi, Tim Maia, Jorge Ben… e o Funk e Soul dos EUA, como Parliament, Funkadelic, James Brown, Marvin Gaye, Al Green, Stevie Wonder.
Mas tudo que é música boa acaba nos influenciando, muita coisa de Rock (Beatles, Jimi Hendrix, Led Zeppelin), Jamaica (Bob Marley, King Tubby, Skatalites), Fela Kuti, Rap , tudo que é bom em geral.

FT: O lance da banda sempre foi presente na sua vida?

Toca: Sim,há dez anos, mas de uns dois anos pra cá, desde que as coisas começaram a ficar mais sérias, eu acordo e durmo pensando na banda. É meu trabalho mesmo.

FT: Sendo bem subjetiva, quando vocês pisam no palco e começa a rolar o som, que tipo de sensação gostaria que o público sentisse?

Toca: Pra nós, é importante que o público se emocione tanto com as letras das músicas, quanto com o ritmo da banda, com a batida. Essas duas coisas têm que ir direto pro coração das pessoas. Felizmente, acho que temos conseguido isso. Nos shows, temos visto bastante gente dançando e cantando as letras, desde os amigos mais próximos, até pessoas que não conhecemos. Ficamos muito emocionados quando isso acontece.

FT: Como é o processo de criação das letras e melodias, tudo rola no coletivo, cada um faz um pouco, traz alguma novidade ou a maioria fica por conta de um ou dois integrantes?

Toca: O Cohen é o principal compositor da banda. Às vezes ele chega com a música pronta de voz e violão, e nós fazemos os arranjos juntos. Outras vezes, o Cohen leva pra casa algumas idéias melódicas e rítmicas que temos nos ensaios e faz a música em casa, a traz bruta, e nós fazemos os arranjos todos juntos.

FT: Quem assina a arte do EP?

Toca: Quem assina a arte é a
Alice Abramo, uma grande amiga nossa, desde os tempos de colégio . Ela é muito foda, uma grande designer!


FT: Como foi a escolha do Daniel Ganjaman para a co-produção e mixagem?

Toca: Nós sempre respeitamos muito o trabalho do
Ganja, mesmo antes de rolar o Instituto e tal. Sempre acompanhei as produções dele e achei que tinha a ver com o som que eu curto. Depois, acabei conhecendo ele e, de vez em quando , trocávamos idéia no MSN , mas ainda não éramos amigos. Quando acabamos de gravar o disco, surgiu a dúvida de como mixaríamos, quem faria o trampo? O nome do Ganja foi o primeiro a surgir, mas achávamos que jamais rolaria. Dei uma sondada nele, ele disse que precisaria ouvir o som, ver se tinha a ver e compatibilizar as agendas. Demorou, uns dois meses depois que eu mandei o som para
ele, o próprio me retornou, dizendo que tinha gostado bastante e que achava que poderia sim contribuir com o trampo.
A partir daí foi só acatarmos alguns detalhes, logísticas e começar a trabalhar. Fizemos questão de que todo o trabalho fosse realizado no estúdio da família dele, o
El Rocha, que é um estúdio muito importante aqui de SP, muita coisa legal é feita lá. No Rocha se extrai uma sonoridade muito particular, pela sala, pelos equipamentos analógicos raros que eles têm, e principalmente, pelo clima de trabalho, que é muito bom!
Ficamos muito amigos de toda a família Takara, ensaiamos lá toda semana e o Ganja é meu amigo particular hoje em dia.

FT: Por que a opção de disponibilizar o 1° EP de vocês para
download gratuito?

Toca: Hoje em dia é muito difícil vender discos, ainda mais pra uma banda totalmente independente como a nossa. As vantagens que a gente têm em termos de divulgação, contatos e possibilidades em geral por colocar o disco pra download gratuito,são muito maiores que o dinheiro que a gente supostamente deixa de ganhar com a venda do disco físico. Digo supostamente, porque muita gente que baixa o disco e gosta do som, acaba comprando depois. Esse meio, faz com que a nossa música chegue mais longe, tanto no Brasil, onde o download pago ainda não pegou, quanto fora.

FT: Myspace, vídeos, podcast, blog, downloads, circuito de shows e festivais. Todas essas opções são uma boa saída para a divulgação da banda? Uma tentativa de driblar a concorrência do mercado fonográfico e das grandes gravadoras?

Toca: Claro que sim! Estas são as alternativas mais produtivas mesmo. Todos esses recursos virtuais ajudam muito na divulgação do trabalho, e acabam possibilitando as participações em festivais e outros shows em geral. E isso acaba chamando a atenção de empresas com potencial para patrocínios e até mesmo das grandes gravadoras.


FT: A cena musical, referindo-se principalmente a capital paulistana, está cada vez mais rica e criativa. A todo o momento surgem bandas, cantores, artistas quem embriagam os palcos com toda a pulsação, poesia ou qualquer outra manifestação que possa ser arremessado nesse coletivo sonoro. Há tempos a MPB não tinha um grupo tão talentoso de voz, letristas e instrumentistas na faixa dos 20 e 30 anos. Você acha que o público, principalmente a geração “ nascidos em 80”, está tendo essa volta para a música brasileira? Ainda rola um preconceito com o que é nacional, diferente e autoral?

Toca: Não sei se percebo essa “volta para música brasileira”, até porque muita coisa que está rolando não tem muito de música brasileira (tradicional) . Muito rock e folk em alta, por exemplo (e isso não é problema algum).

FT: Quais as dificuldades mais sentidas nesse meio musical alternativo?

Toca: Falta de grana, e sinto que falta um pouco de união entre as bandas que fazem um som mais parecido com o nosso, que é algo que não falta em circuitos de rock, rap e reggae por exemplo, onde a galera se une, arma festivais, se ajuda nas divulgações e tal.

FT: Rola um intercâmbio musical com outros músicos, Jam’s, novas parcerias?

Toca: Sim, rola muito. Temos feito shows com várias participações legais, como a do próprio Ganja, do
Emicida , que é um MC fantástico, muito talentoso, e do Kamau. Fizemos alguns shows em 2008 em parceria com uma cantora muito legal, chamada Lua. Tínhamos um show marcado com participação do Curumin, mas acabou não rolando, quem sabe esse ano .
Considero esse intercâmbio muito importante, principalmente com uma galera que faça som diferente do nosso, isso ajuda a gente a crescer musicalmente, a quebrar preconceitos e o
fundamental, fazer novos amigos.


FT: Num momento sensorial, se o som de vocês tivesse uma forma, qual seria? E um gosto?

Toca: Forma de uma bola de futebol, nos pés do jogador mais habilidoso. Gosto de chocolate, que todo mundo gosta, e é divertido, forte e sensual.

FT: Cinco discos clássicos e os cinco últimos que você anda ouvindo.

Toca: Nossa, só cinco de cada é difícil, vamos lá (sem ordem de preferência):

Clássicos - One Nation Under A Groove (Funkadelic), Blood Sugar Sex Magic (Red Hot Chili Peppers), Acabou Chorare (Novos Baianos), Da Lama Ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi), Miles Ahead (Miles Davis) e Tábua de Esmeralda (Jorge Ben), Eletric Ladyland (Jimi Hendrix) Transa (Caetano Veloso), Pérola Negra (Luiz Melodia), White Album (Beatles), Chega de Saudade (João Gilberto), Quem é Quem? (João Donato) Talking Book (Stevie Wonder), Funkentelechy (Parliament), Hell (James Brown) Refazenda (Gil), Sobrevivendo no Inferno (Racionais), Alone in San Francisco (T. Monk), Ill Communication (Beastie Boys)
Deu 5 já? Faltaram vários!

Últimos – Non Ducor Duco (Kamau), Japan Pop Show (Curumin), Lay it Down (Al Green), The Renaissance (Q-Tip) e Shine (Estelle).

FT: Para terminar, como que está a agenda dos shows, viagens, o que está previsto?

Toca: A agenda de shows não está tão gorda quanto gostaríamos, mas estamos com ótimos contatos pra coisas boas em breve. É só ficar ligado no nosso myspace, lá tem tudo.
Sim, queremos muito viajar por aí, São Paulo, Brasil e mundo, estamos com boas possibilidades!



Júlia de Miranda


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