domingo, 29 de março de 2009

Larica Total é um programa sobre um cara que tenta fazer seu próprio programa de culinária chamado Larica Total. É uma sátira aos programas de culinária convencionais e a todas as idéias anteriores de se fazer um programa de televisão sobre isso.

As receitas do Larica Total são totalmente baseadas na realidade da geladeira brasileira do trabalhador limite. Brasileiros como ele, guerreiros de todas as cores: lutadores do audiovisual; garimpeiros do sistema financeiro; explorados da magistério; mágicos do mercado popular; hipnóticos das lojas de peruca; sonhadores da faculdade distante; solitários dos bares da esquina; lindos da festa de gala; puxadores do samba de tarde. Os homens e mulheres da necessidade, da ausência.
Frango-totalflex, sanduíche de tempero, moqueca de ovo, misto-quente gratinado, yakisobra, sushi de feijoada , o arroz "infalível" e muito mais.

Engraçado, espontâneo, com um personagem que apresenta o programa ora fantasiado ( o programa de carnaval), de porre e por vezes descabelado com camiseta e calça de moleton. Sem contar que as aberturas de cada episódio são sempre bem originais.


Apresentado pelo ator, jornalista, cineasta, editor , fotógrafo e mais mil e umas coisas, Paulo Tiefenthaler que no Larica assume a persona de Paulo Oliveira.

"Larica Total é um programa dentro de outro programa. O programa das receitas improváveis, da cozinha machucada, das frases duplas e dos resultados possíveis. A metalinguagem do clichê. A revolução do velho. O passado da vanguarda. O retrocesso da modernindade. Quem não entende, uma abraço.
Porque independente da crítica, da expectativa e do padrão, Paulo vai defender as receitas da única cozinha que conhece: a cozinha do possível, a cozinha da guerrilha, a cozinha da verdade."



Sensacional!


www.laricatotal.com.br

Canal Brasil
Sexta, á meia-noite e meia

e nos horários alternativos ao longo da programação.

J.M

Romolo

Cake


1. Frank Sinatra
2. The Distance
3. Friend Is A Four Letter Word
4. Open Book
5. Daria
6. Race Car Ya-Yas
7. I Will Survive
8. Stickshifts And Safetybelts
9. Perhaps, Perhaps, Perhaps
10. It's Coming Down
11. Nugget
12. She'll Come Back To Me
13. Italian Leather Sofa
14. Sad Songs And Waltzes

Adoro, trilha sonora certeira para boas viagens. Coloque no play list e mochila nas costas. Cd antigo, sempre muito bem ouvido.


É quente: www.mywave.com.br . Wave Mag, site da revista que já diz pra que veio: Celebrating Youth Culture Online. Destinada aos jovens universitários de São Paulo, com uma publicação que não aborda apenas uma cultura, mas sim retrata o jovem da atualidade em todas as suas diferenças. Conteúdo sério, mas com uma pitada de humor e irreverência. Comportamento, política, entrevistas, arte, saúde e cultura e muito mais. Tudo isso mostrado sobre um outro ponto de vista dos acontecimentos, uma informação a mais, diferentemente do que é visto nos noticiários. A revista é o retrato do jovem atual: questionador, inovador e ligado a novas tendências.


jukebox: Never There - Cake, claro

J.M



Em Paris, embalagens de camisinhas foram impressas a imagem de Bento 16 com a seguinte frase " I said no !" . O produto foi distribuido em protesto a proibição do uso de camisnha pela Igreja Católica em combate a AIDS.

O papa Bento 16, em sua "turnê" pela Africa, afirmou ser contra o uso da camisinha no combate contra a AIDS. Em declaração aos jornalistas, em seu voo fretado, Bento 16 disse que não se pode resolver tal problema com a distribuição da camisinha."Pelo contrário, apenas aumenta o problema".

Só pra lembrar, o numero de vitimas da AIDS na Africa já é quase igual ao da peste negra na Europa medieval. No decorrer da próxima decada ela matará mais de 22 milhões de homens, mulheres e crianças.
Diante de tudo isso o papa disse que a solução estaria no "despertar espiritual e humano" e na "amizade por aqueles que sofrem".


ok, ok.

sábado, 28 de março de 2009

na cena

A nova cena musical de Campo Grande/ MS

O calor é intenso na tarde de uma terça-feira, pós uma tempestade que lavou a alma e tudo mais que estava por perto. O cinza deu vez para um sol que queima a pele, e, uma brisa leve mostra não querer aparecer. A parede inteira grafittada, um colorido de mais de três metros , inundado de arte, onde se destaca a figura de um leão e de outro lado se lê “Queima Babilônia”. Por aqui rola música, sem dúvida. Uma árvore faz sombra no grande espaço, uma espécie de pátio. Resquícios visíveis de uma festa do fim de semana que passou: tochas, um banner enorme com a foto das bandas e o lixo devidamente organizado de latas e garrafas plásticas.
“ Desculpe pela demora, passamos numa loja de chapéu, aí todo mundo resolveu comprar, por isso deu uma atrasada”, a voz que vem caminhando pela entrada é de Christiano Haicai, o Chris, com sua estilosa boina branca, tatuagens, óculos Ray-Ban, jeans e chinelo rasteiro. Desencanado. Abre um sorriso, a fala é mansa, entra na casa que fica nos fundos e vai logo dizendo “ Nova cena musical em Campo Grande, sei, pode sentar”.



Chris, vocalista da banda Haicais, é um dos músicos que faz parte dessa mudança sonora na Capital, que tem como principal marca a coletividade entre os artistas. Com seu cavaco em mãos, dedilhando algumas notas, pele morena, “dragão tatuado no braço” como na canção de Caetano, relembra o ínicio do grupo ainda em 1997.
Haicai vem de um provérbio japonês que significa “fragmentos de poesia”. No começo o som era basicamente de covers, formavam um trio, três amigos dispostos a fazer música. Um golpe fatal do destino , tira do mundo físico o baterista e o baixista desse tripé, na memória são visitantes presentes.





Pé na estrada, mochila nas costas, lá se vão sete anos rodando o interior do Estado, Londrina e São Paulo, tendo como companheira a música. “ O som é universal”, reflete enquanto acende um cigarro. De volta a Campo Grande em 2004, não passam nem três semanas e pronto, Haicais está na ativa novamente. Agora com Edson Duenha no baixo, o irmão de Chris, Paulo Haicai no timbateria e o próprio na voz e violão. O marco zero dessa turma era o extinto bar Atalaia, onde acontecia a “Quinta Alternativa” e para tocar naquele palco tinha que fazer música autoral “ Quem não tinha, não entrava na roda, tirávamos grana do nosso bolso para as apresentações”.
Uma época em que o lema era não tocar para contratante, nessa fase muita banda ficou parada. Fugindo da mesmice estavam no olho do furacão em que se instalava um novo movimento criativo. Nomes como “Vinil Moraes e Banda” e “West Central” passaram por aquele espaço.

O universo Haicais é variado, sem preconceitos absorve desde música dos anos 20, sambas, Nação Zumbi, um Psycho Killer do Talking Heads, até Pearl Jam, pandeiro , cavaquinho, tudo junto e misturado, com uma brasilidade pulsante que navega em águas autorais. O vocalista junto com o amigo Rafael Coelho compôs 32 músicas em um mês, número que nem letristas veteranos conseguem com tanta rapidez. “Olha , é um processo árduo, depende muito pelo o que você tá passando, às vezes vem o ócio e a falta de inspiração”, ressalta Chirs.
Uma canção sempre pedida nos shows do Haicais, “Samba da minha mãe”, foi escrita pela mãe do músico, ela que nunca tinha percorrido o caminho das escritas musicais surge com a emoção impressa. Genética forte.


Vivendo de música, por assim dizer há cinco anos, Chris dá aulas de instrumentos musicais e prepara uma oficina de Samba e Maracatu com Luciana Orsi, diretora do percussivo Bojo Malê, para o qual Chris já emprestou seu ritmo.

As dificuldades encontradas nesse meio começam na falta de interesse dos representantes de emissoras de rádio em tocarem um som autoral, diferente e feito no Estado, valorizando apenas o comercial. “Se você leva seu trabalho, o material fica lá esquecido; esnobam também quando queremos tocar em lugares onde nem nos preocupamos com a grana, como por exemplo em praças. Muita burocracia, a ordem não presta para nada” revela com tom indignado.
Gosta de quem está pronto para tocar apenas para portaria, caso o ambiente esteja vazio, a música deve acontecer de qualquer maneira. Cosmopolita.
Para o músico que carrega calma, boa prosa e alma de revolucionário, a Capital precisa de mais sopros culturais. Agrega ainda que quando se fala em Mato Grosso do Sul vem a sua mente Geraldo Rocca, a quem admira.

Chris é um dos responsáveis pelo site que estará em breve na rede o
www.somms.com.br/, voltado para todos os que fazem música autoral e brasileira, um incentivo para muita moçada.

Sem pressão, sem clichê, tudo vai fluindo e a identidade vai se mostrando lapidada. “A gente toca o que a gente faz”, e ele quer ir longe. O cavaco continua com o dono, que agora dispara a tocar.




Curimba

Nesse clima mergulhamos em território pantanoso atrás de peixe fresco. “Ó os Curimba chegando”, dizia André Stábile, vocalista, quando via um grupo de japoneses.
A brincadeira deu nome a banda, Curimba, espécie de peixe de grande porte encontrada na região do Pantanal. Outro motivo pela escolha se deve ao fato de ser denominado de Curimba, na música sacra brasileira, quem toca atabaques. Eles se ligam no ritmo.

Seis integrantes, desses, quatro com ascendência japonesa e com uma sonoridade bem brasileira. Afinados no resgate da raiz com o contemporâneo, uma mistura à primeira vista curiosa e literal. Adrian Okumoto no baixo, Japão na bateria, Renan Okumoto violão, Carlixo na guitara, Chicá percussão e André, mais conhecido como Donha da Carvalho, nos vocais. Quando pisam no palco as mais diversas entidades sonoras se apresentam, num transe sinuoso que leva ao envolvimento banda e platéia, na melhor sintonia.

“Cara, vocês precisam ver o documentário do Tom Zé, é muito bom, muito louco”, solta entusiasmado Adrian Okumoto assim que chega para entrevista. Tudo vira influência para os Curimbas. O forte vem na música brasileira e em suas veias, se debruçam no samba, mas não apenas dele. Bossa Nova, funk, rap, tudo é bem-vindo, cada membro do grupo tem sua “viagem musical” e estilo, como o violão clássico. Curumin, Novos Baianos, cantoras nacionais, Jorge Ben Jor, Vinícius de Moraes, “tudo e qualquer coisa” afirmam.
Contam com o acaso como parceiro para o ínicio da trajetória. André estava na cena musical da cidade há quatro anos, tinha como escola o rock n’ roll. Em um determinado momento se viu com outros desejos, a sede por novidade, um tempo para criar e foi aí que o amadurecimento na música começou. Com o amigo Carlos começaram a tocar suas próprias composições. Em 2008, no Festival América do Sul em Corumbá se juntam com Japão, num clima de intercâmbio e Jam Session com outros músicos.






Está fechado o trio. Passa um mês e Adrian, músico que já fazia um som na cidade, volta do Japão, chama o irmão Renan, dá um toque no primo Chicá e pronto, está formada a família. Um acaso certeiro.

Trazem na bagagem umas 20 músicas autorais. Vieram com a comida para um público que estava sedento por trabalhos diferentes com criatividade e qualidade audível. “O caminho é esse, tem que ser original, uma evolução para o novo, junta uma galera e vira um movimento” observa Adrian. As letras, maioria assinadas por André, falam do cotidiano urbano, amor, vivências e tudo mais que atinja de alguma maneira a sensibilidade do poeta. Com um olhar enigmático, que não dá para saber qual será a próxima frase exclamada, ele se entrega, deixa a inspiração transbordar e mergulha na atmosfera que canta. “ Eu sou moleque da quebra / Nasci pronto pra guerra ... / Quando cheguei nesse mundo / Tinha um tamanho absurdo / Mal cabia na palma da mão do subúrbio” narra a letra de Moleque da Quebra. "Esse cara vibra", comentou Thierre Mônaco, estudante de jornalismo, durante uma apresentação da banda.
“Avisou”, “Serve um Tera”, “Buraco Negro”, “Prafrica”, “Só Saudade” entre outras, estão na página do grupo no site do Myspace. No repertório entram releituras de Martinho da Vila e Chico Buarque, na linda “Samba e Amor”. Funciona assim: eles escolhem uma música que gostam, dão uma nova versão e jogam nos shows; querem que os presentes conheçam o que eles gostam de ouvir, uma comunicação direta com quem os assistem.


Usam todos meios para divulgação, shows, bares, Myspace, o site de relacionamento Orkut, no qual possuem comunidade da banda, amigos, no boca a boca, e vídeos no Youtube.
Como dificuldades apontam o “coronelismo” ainda existente na Capital. Muita burocracia e foco para a música comercial estão na lista de empecilhos, nas correntezas onde nadam esses Curimbas. “ Você faz uma festa, numa casa num bairro distante, com uma galera que faz um som diferente e lota de gente. Isso é muito bom, mostra que alguma coisa está acontecendo”. Aponta André.

No playlist da banda anda tocando Markus Ribas, Bambas e Biritas, Berimbrown, Flora Matos e o que você quiser apresentá-los.

Acaso, naturalidade e com o tempo jogando a favor. Positividade em tudo.

Pretendem um dia se tornarem referência para o Estado? Sim, por que não?, é a resposta. Com pé no chão, deixando que tudo aconteça na hora certa, mas sempre espertos com que está em volta.

Sob proteção de Jorge, vestem as roupas e as armas do santo guerreiro, que serviram corretamente para os meninos que miram sempre novas águas para espalhar sua arte.


Tiului

O ponto de encontro e local onde acontecem alguns ensaios, bate-papo, rodas de tereré e muitas das festas “alternativas”, é na casa do Luis Angello Tebaldi, o TiuLui para os chegados, no bairro Piratininga.
Abriu a porta para os amigos primeiro pelo sentimento de amizade forte que tem com muitos, desde a infância, além de gostar e participar do som que é escutado nos quatro cantos de sua residência. “Estávamos carentes, não tinha balada no formato que gostávamos de ir” explica TiuLui. Inicialmente uma reunião de amigos, de repente começaram a vir os amigos dos amigos e a casa virou marca registrada para festas que são cada vez mais frequentes, e onde já se apresentaram artistas de outros Estados. Hoje as festas são abertas para todos, e visto que o público do ambiente vai aumentando, as condições e estruturas também.
Com a parede da entrada toda grafittada, uma sala espaçosa, ampla janela, sofá azul, instrumentos musicais espalhados e um clima de “fique a vontade”. A casa é de amigos e o entra e sai de gente é constante. “Essa casa tá com cara de músico, gostei”, diverte-se Gleyton Barbet, músico e frequentador do local.

Verônica Lindquist, estudante de artes visuais costuma sempre prestigiar festas em casas e bares onde rola o “diferente”. Para Verônica, a música é a busca primitiva pelo ser humano “ A letra te envolve, faz dançar, causa transformação, tudo acontece”.


Louva Dub

Nessa miscelânea de cores, timbres e estilos nos deparamos com o Dub. O “reggae remixado” segundo a enciclopédia livre da Web, que apareceu na Jamaica nos anos 60. Enfatizando as batidas de baixo e bateria, juntamente com variações eletrônicas que aplicados às letras inclui efeitos sonoros como trovões, relâmpagos, sirenes entre outros ruídos. Atualmente é considerado um estilo musical e tem saído a forra cada vez mais ganhando espaço. Um pouco complicado de entender? Sem problemas, é um som para ser sentido.Feche os olhos e deixe que o corpo sinta toda a energia.

Louva Dub, a turma encarregada por traduzir essa vertente em Campo Grande. Pesquisando sons, compondo e criando surgiram no ano de 2007 com uma proposta instrumental. Com a liberdade de mesclar vários ritmos, uma brincadeira que aos poucos ai assumindo aspecto real, e pelas ondas sonoras foi ao encontro de sua voz.

Lauren Cury dá alma e sensualidade para a fêmea sonhadora que leva as mensagens num canto doce e potente. “Ela sempre estava nos ensaios, acompanhando o namorado que toca com a gente, numa dessas visitas rolou dela fazer um vocal de uma música do Johnny Clark, daí acabou entrando para a banda”, descreve Daniel Costa, baixista do Louva. Com cara de garota, pele morena clara, olhos e cabelos castanhos, tatuagem nas costas, enormes óculos escuros, formada em moda e cursando artes visuais, disse que destilava seu canto aos poucos em versos da MPB e que “Simplesmente rolou o som com os meninos” justifica.

Letras autorais que falam sobre Deus, amor, vida e natureza, tudo muito original e sem deslizar em clichês. O quinteto tem na formação Daniel Costa, Jorge David, Gleyton Barbet, Gabriel Escalante e Lauren. Cada integrante traz sua referência, seus garimpos, “tudo se atualiza na hora” salienta Daniel. As versões de músicas de cantoras como Céu e Marisa Monte são escolhidas entre eles e ensaiadas, se aprovarem vai para o set list. Todos no palco dialogam entre si, poesias declamadas, sons de saxofone , instrumentos, vocais e performances. Tudo merece destaque nas apresentações ao vivo.
“Tem gente que olha e diz “que que é isso?”, e acaba se interessando. Temos tido um bom retorno do público” diz Daniel. Na opinião de Gabriel Escalante com seus enormes dreads looks, todo mundo consegue fazer música, o som está presente inconscientemente: “Música chama”,diz. O fato de todos os integrantes serem amigos nem sempre ajuda, Gleyton entrega que por terem uma maior liberdade um com o outro alguns assuntos são falados na cara com sinceridade, às vezes tem gente que não gosta do que ouve.

Procuram agora um resgate com a raiz brasileira, com mais apego do que a jamaicana. Se música tivesse uma forma, Lauren desvia o olhar, para pensar e manda “Espiral, não tem fim, sempre cresce e é infinito”.

Rockers

Outro projeto na capital morena leva o nome de Rockers, único Sound System de Mato Grosso do Sul. Quatro integrantes (Daniel Costa, Diego Manciba, Luis Angello e Thiago Silva) que formam equipes de som munidas de aparelhagem e Dj’s. Uma festa com muito dub, regaee, mensagem rasta e dancehall, um estilo dançante onde os dj’s cantam e produzem as próprias batidas com colagens de reggae ou recursos musicais originais. Sem preconceitos, proclamando o amor e boa música. Grandes nomes da cena viram mestres como Mad Professor, Fela Kuti, King Tubby, U-Roy, Gregory Isaacs, Scientist, Sly & Robbie entre outros.

Nas festas sempre que possível convidam músicos de outros Estados para se apresentarem e tornar cada vez mais conhecido o estilo. “Gente do mundo inteiro faz esse som, escutamos muita coisa, sempre tentando ser original”, afirma Daniel.
Comemoram um ano de baladas retrô jamaicana na cidade.


Nem só de violada vivem os ouvidos dos Campo Grandenses. Uma nova cena musical começa a mostrar sua cara, os jovens se voltam cada vez mais para a música brasileira, antiga e moderna com um toque individual de cada trabalho.Os frutos desse movimento estão começando a ficar maduros. Aliados ao coletivo, todos são amigos, onde tem um Curimba pode olhar novamente que vai ver junto um Haicai e um Louvador deve estar a caminho. Composições, viagens e até campeonatos de futebol acontecem nessa roda.
Adrian Okumoto assume o posto de fotógrafo oficial, outros ajudam a criar os flyers e se encarregam de toda a divulgação entre os amigos e os meios eletrônicos.
Para o mês de dezembro está previsto o lançamento em separado dos CDs das três bandas. “A união faz a força” grita alguém da sala.

E se qualquer lugar é lugar para os hermanos fazerem música, que a sorte e a força musical que carregam estejam sempre presentes.
Agora é hora e a vez dessa gente “muito boa”.


Júlia M.




Para se ligar:


Rafael



Rafael Sica

Lupe Vision


sexta-feira, 27 de março de 2009

mombojos, ahay!


O homem é como a espuma do mar
Que navega pela superfície das águas


E quando o vento soprar
Ela desapareceráAssim são nossas vidas
Quando se são varridas

segunda-feira, 23 de março de 2009

Radio-head

No meio da poeira a voz que pulsa e destila tudo que está dentro, se escuta "É Creep", cráaaasico! A preferida, eles, os caras! Sinuoso! Euforia de fã!
..........
....
J.M

sábado, 21 de março de 2009

uma água ardente que não sacia

Se por debaixo dos lençóis, vejo seus olhos
Entre seus braços me sinto outra
Como se num segundo total
Embriagada por sua voz
Que sussurra um calor líquido que me cobre
De amor
A mão que me aperta me faz esquecer
O mundo lá fora
Como dois ilhados em qualquer lugar
Sinto o suor que corre nas minhas costas
E se mistura com o seu
Tornando tudo poesia
E boca beija o queixo, beija a nuca
Me derruba num ato triunfal explícito
De sentimento
Hoje sou sua
Distinta e nobre musa
Que encontra seu amante
Num clima
Que faz tudo pulsar

Te amo de um tanto que não dá para guardar


Júlia


amado

Parabéns. Meu herói, minha segurança, melhor amigo, meu amor continua grande e é pra sempre. Te amo, com toda minha saudades e carinho de um abraço apertado.

Para Théo, com muito amor

Júlia

Vitrola

Jukebox: Céu, Talking Heads, The Kings, Little Joy, Radiohead, Nina Simone, Ney Matogrosso, Elza Soares, Paco de Lúcia, Curumin, Jorge Ben Jor, Renata Rosa, Cérebro Eletrônico, Móveis Coloniais de Acaju, Adriana Calcanhotto, , Apollo Nove, U2, Nação Zumbi, Cibelle, Hurtmold, Cat Power, Duran Duran, Lobão, Chris Joss, Maquinado, Macaco Bong, Alceu Valença, Alzira Espíndola, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Mônica Salmaso, Elis Regina, Renato Teixeira, Eddie Vedder, Noel Rosa, Tomek, Sting, Franz Ferdinand e System of a Down.

Jukebox: Moleque da Pedra – Curimba


Choque Cultural


chega logo


Hoje chove, o tempo mudou, faz frio, no som rola um New Wave, está tudo apagado, só as luzes da metrópole iluminam a sacada. É tanta luz que sai desses prédios, tem muita gente em casa. Cadê você?

Deixa eu te mostrar como é que se sente bem,

Agora me sinto
J.M

segunda-feira, 16 de março de 2009

play


Preguiça de postar. Muita coisa para fazer, entrevistas, matérias, pensar na monografia, pesquisas, vida de "do lar", minha gata no hospital, jornais acumulando em pilhas e a leitura ficando atrasada, aeroporto, festival, provas e... um tempo pro cinema e balada de boa música com os amigos! O filme : O Leitor, gostei, esperava mais por tudo que tinha lido e ouvido , gostei pero no mucho. A interpretação tá muito boa, Kate Winslet, magnifica como sempre. A mulher é fantástica, sou fã declarada desde que assisti pela primeira vez Brilho Eterno, um dos meus preferidos. Não sei, encuquei com a maquiagem no filme, quando Hanna está mais velha, a transformação me incomodou muito. Maquiagem não convincente, ela tá branca de tanta coisa na cara. Sim, de resto, o roteiro é bom, tenso, pesado, delicado e sinuoso na medida certa. As cenas que mesclam amor e leitura, o modo como o texto literário casa com os diálogos e imagens soa perfeitamente. A maquiagem incomodou. Ralph Fiennes para fazer o papel do garoto Michael mais velho, também não convenceu. Não estou falando da interpretação do gato ( adoro Ralph), que é ótima, falo de estética mesmo. Olha que não sou de falar tanto nessas questões de um filme, mas tudo faz parte de um conjunto, e nesse caso em particular não gostei. Mas recomendo, sem dúvidas, um bom filme com ótimas atuações.


Muita música como sempre. Não fico sem. Na hora de dormir, na academia, quando escrevo, tomando sol, nas viagens, no banho, na aula, andando na metrópole, toda hora é hora, e tudo é lugar para se fazer sentir a sonoridade. Depois de um fim de semana com muito samba, o que não paro de escutar: Tiê, os malucos do Cérebro Elêtronico e minha querida Céu.


Indico, recomendo, instigo, aperta logo esse play.


Nossa, adoro Cérebro Eletrônico!


E hoje, sabe quando era pra acontecer uma cena, assim, se minha amiga não tivesse atrasado, se não tivesse parado para conversar e se eu não desviasse o caminho, não teria tido o encontro com uma amiga me fez ficar com um sorisso a noite inteira. Se ela também não tivesse ficado conversando, se não tivesse olhado para o lado quando dirigia ( nunca olha) e de repente " Júliaaaaaaaa"! Tem coisa que não dava para ser mais " certa naquele momento".


Que bom!


jukebox: Portal dos Sonhos - Cérebro Eletrônico


J.M

Romaria

Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar

Meu olhar

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida



Música mais do que linda, Teixeira estava muito inspirado nesse dia.

Amo

J.M

sábado, 7 de março de 2009

Kino


Humano. Começa assim a descrição para Linha de Passe. Direção de Walter Salles e Daniela Thomas, aliás, Walter assina também a direção do meu filme nacional preferido “Abril Despedaçado”. Poético, lírico e de uma intensidade absoluta, nenhum filme made in Brazil até então conseguiu me fascinar como esse. Chorei feito louca no final da sessão.
Walter Salles virou selo de qualidade e admiração no meio cinematográfico, e o cara tem uma ótima moral, está mais do que claro.

Linha de Passe entra na minha lista de preferidos. Humano, sincero e emocionante. Como é de costume,em todo o filme de Salles tem aquela pegada poética, um olhar além que ele sempre consegue extrair nas cenas. Como o próprio diretor diz na entrevista dos extras do DVD, Linha é o resultado de vários desejos, voltar a falar do país 10 anos depois de “Terra Estrangeira” e mergulhar em universos que ainda não tinha sido tratado em produções anteriores.
Um filme que ganha no roteiro ( Daniela Thomas e George Moura) e nas fantásticas interpretações. Incrível, é um filme onde todas as participações, digo novamente com convicção, todas as interpretações são muito boas.
Difícil ver uma história onde todos os atores se aprofundam nos personagens tornando tão real as vidas cridas para aquele enredo. Ótimos, elenco escolhido a dedo.
Sandra Corveloni, Vinícius de Oliveira, João Baldasserini, José Geraldo Rodrigues e Kaíque de Jesus Santos, o núcleo central, perfeitos.

O que se sabe anunciado na sinopse : a vida é o que você faz dela, e quando as coisas começam a dar errado é melhor buscar outra saída. “ Ande, ande, ande ...” se ouve nas cenas finais. Cenário, a cidade de São Paulo, periferia, suas ruas, campos de futebol, casas e ônibus.




Uma das maiores metrópoles do mundo, com seus 19 milhões de habitantes e quilômetros diários de engarrafamento, tem muitas histórias para contar. Uma delas acontece no coração da cidade e mostra quatro irmãos que buscam reinventar suas vidas. Reginaldo, o mais novo, procura incansavelmente o pai que não conheceu. Dario, prestes a completar 18 anos, sonha com uma carreira como jogador de futebol profissional. Dinho, frentista em um posto de gasolina, busca na religião o refúgio para um passado obscuro. Dênis, o irmão mais velho, já é pai de um filho e ganha a vida como motoboy. No centro desta família está Cleuza, 42 anos e grávida do quinto filho. Ela trabalha duro como empregada doméstica enquanto luta para manter os filhos na linha. Para viver nessa cidade onde as oportunidades se afunilam, eles contam um com o outro para driblar as dificuldades.

Realista, com a pincelada de um poema de Salles. Um retrato de muitos brasileiros “ invisíveis”, um cotidiano não distante dos nossos olhos.
Aliado de um ritmo incansável é fácil se manter concentrado na espera do próximo acontecimento. Tudo em movimento.
A fotografia ( Mauro Pinheiro Jr.) está exata, muito bonita, e mesclada com a trilha musical ( Gustavo Santaolalla) em meio a buzinas e gritos de torcedores de futebol, deixam as cenas numa intensidade bruta. Minha linda São Paulo S/A de fundo.
Novamente Vinícius de Oliveira ( o garotinho de Central do Brasil) trabalhando com Walter Salles, muito bem no papel. O menino Kaíque rouba a cena com seu talento nato, João Baldasserini impecável , José Geraldo também.






Agora, como Cannes comprovou ( mesmo sem essa citação é confirmado o excelente desempenho) o destaque primordial está nas mãos da matriarca. Sandra Corveloni está mais do que fantástica, é tão natural que no filme fica difícil separar atriz e personagem. Com uma interpretação forte e triunfal, a de uma mulher na instiga pela sobrevivência, uma das inúmeras Cleuzas que existem no Brasil. Sem contar que nas entrevistas que assisti, Corveloni é de uma simpatia e carisma nítidos, veterana de teatro.

Singular e Plural quando o que é relatado nas telas é sentido na vida por muitos. De uma beleza, verdade e emoção, ótima pedida!

Vale a pena, lindo!

Eu mais uma vez reassumo , sou fã de Walter Salles.



J.M

Ensaios






Pernambuco - Caroline Bittencourt