domingo, 29 de junho de 2008

Mundo Livre

Quem precisa de ordem pra moldar
Quem precisa de ordem pra pintar
Quem precisa de ordem pra esculpi
Quem precisa de ordem pra narrar
Quem precisa de ordem?

Quem precisa de ordem?
Quem precisa de ordem pra escrever
Quem precisa de ordem?
Quem precisa de ordem pra rimar
Quem precisa de ordem?

Quem precisa de ordem pra dançar
Quem precisa de ordem pra contar
Quem precisa de ordem pra inventar

Gonzagão, Moringueira
precisa o que??
Dona Selma, Adoniranprecisa não!
Chico Science,
Armstrongprecisa o que??
Dona Ivone, Dorival
precisa não!

Mundo Livre S/A, um dos meus favoritos!

J.M


made in sampa


Cena musical paulistana!Um novo movimento na cena musicas da big city? Talvez. Uma galera produzindo novos sons aceleradamente? Com certeza. Pois é, sumpá tem muita, mais muita coisa de qualidade no campo musical, principalmente na cena alternativa. Em vários post sempre comento as inúmeras bandas paulistanas que alucino, galera que entende do que faz abusa da criatividade e do bom gosto nas poesias sonoras que ecoam na cidade de concreto. O que ando ouvindo (pra variar) a todo momento : Instituto, Hurtmold, Mamelo Sound, Curumin, Iara Rennó e afins!


O Instituto é um coletivo e selo de música independente, voltado para o hip hop e fusões da música brasileira com eletrônica. O núcleo básico é o trio de produtores Rica Amabis, Tejo Damasceno e Daniel Ganja Man, e a banda é uma extensão flutuante com 15 grupos e artistas como Otto, Nação Zumbi, Bonsucesso Samba Clube e os rappers BNegão e Rappin’ Hood. Os shows quase nunca se repetem e trazem diferentes convidados. Ótimo!



Hurtmold


Com base no rock, mas empilhando várias outras referências sonoras, o grupo se utiliza ainda de inúmeros instrumentos, resultando numa musicalidade de forte caráter orgânico, recheada de texturas, ora tensas ora delicadas, e sempre aberta a improvisações.


Mamelo Sound System

on my jukebox:Índio Dança na Roda - Curumin
J.M

sábado, 28 de junho de 2008

Turbo Trio / Curumin


Considerado por alguns críticos, esse é o melhor lance de música brasileira de 2008, Turbo Trio, que som louco. Uma porrada sonora em que funk carioca, Miami Bass, ragga, dub, Bambaataa, Kraftwerk, dancehall, graves, games e eletronices de sintetizadores e programações te atingem de uma vez só.


O Cd? Baile Bass, primeiro trabalho lançado do trio: uma empreitada de responsa, que renova a música nacional com novos sons e idéias, resultado de parcerias legais entre o rapper BNegão, o produtor Alexandre Basa (ex-Mamelo SoundSystem e Black Alien) e o gaúcho Tejo Damasceno (Instituto) com convidados especiais do hip hop, funk e eletrônica nacionais.

Intro, Teremoto,Mira Certeira, Muito Além, Dibituca, No estamos solos,Turbo Lover, Ela tá na festa ( com participação do Bonde do Rolê) "o som é de festa pra chapar" já diz o refrão da música. Um Grau acima reverte o dub tradicional ao acelerar um pouco acima do comum essa vertente viajandona do reggae.


Turbo Trio, que já tocou em países como França, Portugal, Holanda, Inglaterra e Espanha, se arrisca e sai vencedor com desdobres musicais aguçados para compor um álbum arejado, inteligente e atual – ideal pra galera se quebrar na pista. Em Balança, B-Negão dá a letra: “quem tiver idéia grava e quem for esperto lança”. Sonzeira para não sair da playlist!
http://www.myspace.com/turbotrio

Falando em música boa: Curumin, cd novo na praça!


Curumin, multi-instrumentista paulistano, um cara cujo som ferve em criatividade e sonoridades. Japan Pop Show, a riqueza na mistura de ritmos e sons da qual é feita a cultura brasileira. Sonzeira pura, letras bacanas, pra curtir a qualquer hora! on my jukebox: No estamos solos - Turbo Trio




J.M


na noite, Jobim


Olha está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Luisa
Que é de Paulinho
Que é de João
Que é de ninguém

Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento


Jobim
...........
....
J.M

Amnesia Express


The animist, illusionist
I'm trying to make a deal with my dentist
Listening true lies during the day
Sketching my life in my own way
Illustrating the day
Using the best spray
The wall, the paper, the sky
The creator, the trief, the spy
Making a new contractto justify
What my eyes can see, what my mouth can spit
Whehe's my muthafucka fee?
Cause time is running while i'm here
With my kilos on my knees
Enthusiastic innocence in a resonant day
Blowing old images from another place
Wake up!
Trough necessites of all forms of life
Wake up!
The solutions are almost alive
Illustrating the day...
Feel the aroma of the Brave New Wolrd.


Amnesia Express - Nação Zumbi


Ah, precisa dizer? Já é mais que declarado a minha paixão por essa banda, sem sombra de dúvidas a melhor em atividade no Brasil, conteúdo, estilo, atitude, sonoridade extrema em estágio alucinatório! A música? Putz, uma das minhas preferidas dos caranguejos com cérebro, aliás, o desenho da tatuagem tá pronta, sim um caranguejo estilizado, soy Manguegirl! Que saudades imensas do Recife, das baladas, da praia, do maracatu, do cheiro, do povo, do colorido, do "sutaqui récifence, me entendi??".Coisa boa, o melhor carnaval do Brasil!


Na playlist: Portishead, Asian Dub Foundation ,Lee Perry , Tom Jobim, Vanguart, Nação, Jorge Ben e dub, muito dub e hip hop underground!


- É aquele ali!
-Qual,o que tá com o vinil na mão?
- Sim
- Ah sim, agora vi
- Pois é, agora apaixonei!

Exposição Sampa

Elas não chegaram aos 30 anos e representam a chamada Geração Cartoon, surgida na China na década de 90. Dedicadas a pinturas coloridas e de grandes dimensões, as três jovens vêm se destacando no cenário da arte internacional com temas lúdicos e figuras simplificadas, muitas vezes fora de proporção. Lado a lado na Galeria Thomas Cohn, seus trabalhos sintetizam um espírito novo e pulsante entre os chineses. Enquanto as charmosas bonequinhas criadas por Han Yajuan desfilam acessórios Dior e bolsas Louis Vuitton, as personagens de cabeça enorme feitas por Wang Ke têm um ar mais introspectivo. Uma dose de violência, embora encharcada de humor, aparece nas telas de Li Li. É dela o panda preso na gaiola de bambu, com uma carinha pouco meiga. Dá para apostar: esse trio que arranca suspiros no circuito nova-iorquino tem tudo para conquistar o mundo.




Han Yajuan, Li Li e Wang Ke
on my jukebox: Brazilianaire - Cujo


J.M


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Curumin


Vanguart


- Hey Yo Silver
A horse broke onto the bar, left me wildy here (Oh Silver)
Ripped down my chest with promises of the best (Oh Silver)
We kissed when we were down on the road (Oh Silver)

But all the way is the way back down
Gonna take a look around
Gonna drive to New Orleans
Honey, you know what this means

Cause you and I we been through love
You and I been takin' turns
Tomorrow's parties won't have to wait that long
Cos our the last year's songs showed all that we were

-Hey Yo Silver
Yesterday was fine but today's living hell (Oh Silver)
Everyday that comes I feel an urgent youth that burns (Oh Silver)
Kiss me when we're down on the road (Oh Silver)
Cause all the way is the way uptown
Gonna move to another town
Gonna drive to Vallegrand
Honey, you must understand

Tomorrow's parties are empty now that you've gone
But our last years songs showed all that we were
And it's us but there's a sorrow just won't let you sleep
And I take you with me everywhere I weep

- Hey Yo Silver.
.....................

De Mato Grosso para o mundo, frase mais clichê impossível! Adoro!
J.M




Tropicalizar

Na tropicalidade nossa de cada dia, conjugando tropicalizar!

Por que cada um é parte do coletivo!


on my jukebox: Canção que não morre no ar - China

J.M

Música de Bolso



Totalmente viciante!

Destaque indiscutível . "Música de Bolso", portal de videocasts produzidos por um time afinadíssimo de jornalistas, cineastas, técnicos de áudio e designers. Dá gosto de navegar por uma idéia tão simples, delicada, irreverente e bem realizada. É uma amostra de como a TV anda careta e poderia ir muito além da MTV.

Música de Bolso une a música e o cinema de forma espontânea. São canções sendo geradas em qualquer lugar onde caiba uma câmera. São artistas dialogando com o mundo ao seu redor e preenchendo de sons pequenos espaços onde, normalmente, não haveria música. Encontros inusitados, lugares mais ainda e boa música!Projeto audiovisual que faz música para ver e vídeos para ouvir!

Vídeos legais : Andreia Dias, Fernanda Takai, Tiê, Thalma de Freitas, Móveis Colonias de Acajú, Do amor, Arnaldo Antunes, Cibelle,Vanguart, Wado e o Realismo Fantástico, Nina Becker, Alzira E, Érika Machado e muitos outros! Fora o prometido e aguardado vídeo com João Gilberto cantando em baixo da mesa! é nóis!


J.M





















Iara Rennó



Voz suave, com uma força, presença, já é de família. Som contemporâneo? mpb? novidade? Chame do que quiser, desde que se sinta o que Iara ecoa. Talento transborda e música de qualidade inimaginável!


Me espanca devagar que isto dói dói dói..." Com levada ragga, a faixa "Dói Dói Dói", do primeiro CD solo de Iara Rennó, não dá pista do caráter octogenário de seu refrão. Iara, também uma das vozes da banda paulistana Dona zica, convocou cerca de 60 músicos, incluindo Tom Zé, Barbatuques, Arrigo Barnabé, Siba e Moreno Veloso para o novo projeto. Compostas por Iara, as faixas vão do ragga à ciranda e têm produção de oito músicos diferentes ,incluindo ela própria.


Macunaó.peraí.matupi, é o projeto da gravação do disco de quatorze faixas, , cujas letras são exclusivamente, trechos da obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter” de Mário de Andrade. O projeto nasceu a partir de um estudo do livro “Macunaíma”, num curso de literatura da faculdade de letras da USP, quando, a compositora foi tomada pela musicalidade latente e vibrante da escrita do livro referido. O trabalho proposto é portanto uma leitura musical do livro, através da composição e gravação das ‘canções’ já inerentes a ele. Essas canções em potencial são trechos, em sua maioria apresentados já em verso. Foram então compostas quatorze músicas das quais três já foram gravadas: “Valei-me” e “Mandu Sarará”, que se pode ouvir no disco “Cartografia Musical Brasileira” e “Macunaíma”, no disco “Composição”, as quais serão regravadas com novos arranjos.


Ao partir de uma obra literária de suma importância para a cultura brasileira, mas sob o ângulo da música, o projeto apresenta grande potencial transformador, além dos aspectos de ineditismo e pioneirismo aliados ao resgate histórico e alcance nacional. Um dos principais objetivos do projeto é a distribuição do disco para escolas públicas de ginásio e segundo grau em todos os estados do Brasil, como instrumento complementar de estudo da obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”, livro cujo conhecimento inclusive é reincidentemente solicitado nos vestibulares.


A forma e o assunto de cada trecho sugerem uma musicalidade, que serve como ponto de partida. Não de modo elementar, copiando as formas do folclore a que remetem, mas misturando-as entre si e lhes acrescentando elementos sonoros outros, compondo, por exemplo, guarânia com jazz, côco de zambê com guitarras distorcidas, cantigas de roda e aboios com percussão eletrônica. Conservando e corrompendo a tradição, colando e recriando, bem ao gosto do poeta e ao sabor da obra, “na fala impura”, daí o potencial artístico transformador. O projeto, que tem direção musical de Iara Rennó, pretende incluir a participação de artistas reconhecidos e artistas que estão despontando como importantes agentes na produção musical atual.


Sonzeira, literatura sonora ecoando! Massa!



"No fundo, de cada um pulsa um novo mundo.
Cada indivíduo é um universo vivo.
E você mesmo seu maior inimigo.
No fundo, de cada um pulsa um novo mundo.
Cada indivíduo é mais uma peça que completa essa equação complexa".


"Protesto Pessoal" - Iara Rennó para Dona Zica.
..............................
on my jukebox: Miragem - Guizado
J.M


terça-feira, 24 de junho de 2008

Um almanaque simples, óbivio


E hoje, de frente para aquela piscina azul, só pensava nele! Marasmo bom esse!


Por você escreveria
Um livro sobre o insólito
Um almanaque simples, óbvio
Guia completo do amor
Uma enciclopédia do utópico
Um dicionário do amor

E em cada verbete
Um singelo lembrete:
"Em sua companhia quero estar"

Por você a Babilônia
Seria ali na esquina
E o Mar Mediterrâneo, uma mísera piscina
Cercada de cerca viva
Isolando nosso condomínio
Cercada e bem protegida
Pros Paparazzi não poderem olhar

Por você lecionaria
Iôga, Tai-Chi, terapia
Se a fizesse feliz e distendida
Buscaria em shopping centers
O elixir do Marajá
Comeria perdiz e ananás
Se estivesse prestes a te beijar


Móveis Coloniais de Acaju
..............

Ainda estou no efeito pós filme do Bob Dylan!Jésus, que filme bom!


Te amo, Boa Noite!

J.M

segunda-feira, 23 de junho de 2008

sábado, 21 de junho de 2008

Real Coletivo Dub


O que tá rolando na playlist ultimamente? Real Coletivo Dud, banda de Curitiba, com uma sonzeira classe A, aliás ando na minha fase dub total, como é bom!Som legal, de qualidade, os caras de Curitiba fazendo um Dub para curtir toda hora, massa. Saudades de Curitiba, apesar das chuvas e tempo cinza que sempre pego, a vida cultural dessa cidade compensa qualquer coisa!
"Misturando uma grande variedade de estilos como bossa-nova, maracatu, samba,fandango e outros ritmos brasileiros, com a forte influência jamaicana do dub, do ragga e do reggae, somados as rimas e versos de protesto e reflexão do rap e do hip-hop, criamos um estilo próprio de fazer musica autoral, denominado "S.O.M." (Samba Ombrófilo Misto).Ombrófila Mista é nome científico das florestas de Araucárias, árvore tradicional do Paraná e tão comum aos olhos de quem visita Curitiba e outras regiões do estado. Daí surgiu a idéia de batizar toda essa mistura de ritmos como S.O.M., o "samba das araucárias".A banda surgiu em 2005 a convite do vídeo maker David Pimentel (Resistência Filmes), para compor a trilha sonora original do filme "Sobbreviver" * documentário sobre Bodyboard que percorreu os principais estados brasileiros e alguns países do exterior). Na festa de lançamento do filme eles dividiram o palco com os rappers Black Alien e B Negao (ex integrantes do Planet Hemp). A parceria com o B Negão se repetiu um ano depois em um show memorável no qual o Real Coletivo e o B Negão dividiram o palco e tocaram juntos musicas do álbum "Enxugando Gelo". A banda também tocou ao lado de nomes como Mundo Livre S/A, Bonsucesso Samba Clube e o regueiro americano Obeyjah.Em 2007 o Real Coletivo Dub gravou seu primeiro CD captado no estúdio Caroço em Curitiba, produzido por Xandão Menezes, guitarrista e fundador do grupo "O Rappa", grupo com o qual a banda tocou na Pedreira Paulo Leminski, no dia 22 de setembro de 2007 para mais de 18 mil pessoas, junto com nomes com Dazaranha, Papas na Língua e Armadinho.O disco tem a produção musical de Xandão Menezes (que desde o início abraçou a idéia e acolheu muito bem a banda em seu próprio estúdio), mixagem de Ricardo Vidal e Tom Sabóia no Studio 55 - Camboriu e masterização Mauro Bianchi no Magic Master Studio - Rio de Janeiro."


I love Dub!



on my jukebox: Fronteiras - Real Coletivo Dub




J.M






Antunes


Eu sei que eu ia te fazer feliz
Dos pés até a ponta do nariz
Da beira da orelha ao fim do mundo
Sugando o sangue de cada segundo

Te dou um filho, te componho um hino
O que você quiser saber eu ensino
Te dou amor enquanto eu te amar
Prometo te deixar quando acabar

Se você não quiser
Me viro como der
Mas se quiser me diga, meu amor
Pois se você quiser
Me viro como for
Para que seja bom como já é
.........................
...........
Arnaldo Antunes
J.M

Érica Machado


Em 2005, a artista plástica mineira Érika Machado foi descoberta como cantora por John Ulhoa (Pato Fu), contando com ele na produção, lançou seu primeiro disco oficial No Cimento pela Indie Records (antes, ela havia gravado um trabalho independente e o vendia nas feiras de camelô). Em 2006, Érika seria considerada a revelação do ano na MPB pela Associação Paulista dos Críticos e Artes (APCA). Com uma música suave, rica em detalhes e mergulhada no universo infantil, Érika vem encantando com baladas que abordam pequenas aventuras do cotidiano.

Som lindo! Destaque também para "Secador, maça e lente"!




J.M



Maçã, banana, limão
As coisas querem ser coisas
Que na verdade não são

Algumas coisas eu compro
As outras penso que não
As coisas todas as coisas
Exercem alguma função

Deve haver pra tudo isso
Alguma explicação:
Janela, tela, tênis, vidro, olho e palavrão.
Deve haver pra tudo isso
Alguma explicação:
Janela, tela, tênis, vidro, olho e palavrão.

Há coisas que são bem grandes
Mas cabem nesta canção
Consigo por numa frase
Girafa, amor e avião

Algumas coisas eu vejo
E outras finjo que não
As coias todas as coisas
De volta agora no refrão

No nosso ponto de vista, as
Coisas vão melhorar.



quinta-feira, 19 de junho de 2008

Studio





Propagando novamente!
on my jukebox: Baby - Rita Lee
J.M


paulistanidade nata


No dia que o céu de Sum P. anoiteceu roxo - laranjado! Beleza de cidade!

"Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul
Da América do Sul"
...........................
Já cantava os Mutantes! Amo essa cidade! To precisando de Mamelo Sound, Curumim, Cidadão Instigado, Guizado, Instituto, Dona Zica, Studio Sp e Grazie a Dio!
..
on my jukebox: Balada do louco - Mutantes
J.M


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Grupo Galpão




Sem sombras de dúvidas, o Galpão é o melhor grupo de teatro que eu conheço aqui no Brasil! Adoro teatro, já vi muitas peças com famosos, amadores, alternativos, gente que acha que sabe fazer teatro, enfim muitas peças, e muitas boas! Só que nenhuma dessas, até hoje me fez sentir o que senti, quando vi o grupo Galpão pela primeira vez. Mexeu com todos sentidos, eu vi, ouvi, respirei e senti tudo no estágio bruto e subjetivo que aqueles atores em cena proporcionam ao público. Eles cantam, dançam, tocam inúmeros instrumentos, representam, ahh e como são poetas. O verdadeiro significado de "Teatro" se é que dá para traduzir essa manifestação, eles exalam todo tipo de interpretação, emoção, que mistura com o suor da profissão e reflete no palco. Talento incondicional. Virei fã, comprei camiseta e surgiu uma admiração pelo grupo, alias, o meu preferido! É tudo lindo, cada peça, cada montagem, são os caras, uma viagem, e das boas. Eu amo. Gente que tem a arte no corpo e ainda conta com talento do grande ator Paulo José!


Mineirisse boa uai!



O Grupo Galpão é uma companhia de teatro de pesquisa criado há 25 anos. Montando espetáculos de grande comunicação com o público, a companhia tem sua origem ligada ao teatro popular e de rua.Sediado na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o Galpão é um dos grupos que mais viaja, não só pelo Brasil, como também pelo exterior, tendo participado de vários festivais em dezessete países da América Latina, América do Norte e Europa.
Grupo de atores que trabalha com diretores convidados, o Galpão desenvolve pesquisas com vários elementos cênicos, com destaque para as linguagens do circo e da música (sempre tocada ao vivo pelos próprios atores), traduzindo para uma linguagem brasileira vários clássicos, numa fusão do erudito e do popular. http://www.grupogalpao.com.br


Adoro! Patrimônio brasileiro!
on my jukebox: Singing for Jah - Louva Dub
J.M

domingo, 15 de junho de 2008

eu te amo


"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir."
"O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz"

..................................
............
....

Momento Chico B., como ele é tão lindo, sonoramente bruto! é tão bom! O amor! ah, viva o amor! esse amor que me faz um bem enorme!

Te amo, boa noite!

J.M

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Kino


on my jukebox: Moby - Lift Me Up, voltando a fase Moby!
J.M

Nossa liberdade de expressão


“Liberdade 1. grau de independência legítimo que um cidadão, um povo ou uma nação elege como valor supremo, como supremo, como ideal 2. condição daquele que não se acha submetido a qualquer força constrangedora física ou moral.”


Liberdade para expressar o que sente, opinar sobre o que ouve, questionar o que se vê e principalmente absorver, pensar o que quiser sobre todas as informações que são lançadas a jato em nossas cabeças. Direito de todo cidadão que faz o uso feroz de sua massa cefálica. No universo jornalístico, mesmo com as vitórias e conquistas no quesito “liberdade de expressão”, que chegou ao seu ápice nos anos 70, com a ditadura e a extrema censura em todos os veículos de Comunicação, ainda encontramos resquícios de repressão na hora de divulgar alguns assuntos.


“Eu tô te explicando prá te confundir / eu tô te confundindo prá te esclarecer / Tô iluminado prá poder cegar / Tô ficando cego prá poder guiar”, paralelo musicalmente explicado na canção “Tô” do músico e escrtor, o polêmico Tom Zé, um reflexo do que se vê ainda hoje.


Essa liberdade continua ameaçada na imprensa do mundo inteiro, atentados contra a iniciativa de informar são exemplificados no Brasil em casos como do jornalista Tim Lopes ou, no mais recente, onde jornalistas foram espancados e mantidos em cativeiros por criminosos no interior de São Paulo. Atos biologicamente explicáveis- o mais forte vence o mais fraco- são porém inaceitáveis atualmente. A ousadia, um outro adjetivo que deve acompanhar um bom jornalista em todas as situações. Só com a livre circulação de idéias e de informações, uma nação pode evoluir e construir uma sociedade .

Valores jornalístcos são questionados a todo momento, nisso surge a ética, usada para peneirar as opiniões e estimular discussões sobre valor, moral e padrões profissionais no dia-a-dia das pessoas. A ética na imprensa é bastante discutida quando surgem casos de manipulação de fotografias digitais, quando em uma matéria os jornalistas só mostram um lado da história, independentemente de quem tem a razão ou não, fotos publicadas propositalmente para prejudicar a imagem de alguma pessoa, sensacionalismo e no abuso dos meios de comunicação para manipular a opinião das pessoas.

Os Jornalistas estão sempre falando sobre a necessidade de terem credibilidade. Eles precisam ganhar a confiança dos leitores, já que estão prestando um serviço público. Justiça e equilíbrio passam a ser regras para qualquer profissional da Comunicação. Clamamos por notícias cruas, com maior exatidão, objetivas, sem sensacionalismo barato e omissões de fatos. Uma dose de bom senso não apenas dos jornalistas, mas também da sociedade ajudaria bastante nessa incansável missão.

Júlia

on my jukebox: Os urubus só pensam - Cidadão Instigado

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