quarta-feira, 30 de abril de 2008

Circo, teatro e música




"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
É o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar

Eeeeee, é onde eu vou estar amanhã! coisa boa, frio e pantanal!
E qual a próxima parada? Colômbia no meio do ano! Simmmm, mochilar em terras colombianas, terra de García Marquez! é nois!To com uma saudades do menino bonito!Cadê você meu???!


I try to say good-bye and I choke
I try to walk away and I stumbleThough
I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Good-bye and I choke
Macy Gray
J.M



I love SP

Ando muito São Paulo, acho que é pela saudades de sempre. Bom, já disseram que sou a pauilistana mais sul-mato-grossense com alma recifense que existe, então tranquilo!

Hoje: Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, e o pensamento lá em você.... cantarolo o dia todo!lá lá !

on my jukebox: Sweet Baby - Macy Gray ( amooooooo)

J.M

domingo, 27 de abril de 2008

chega de saudades



JOVEM TEM SAUDADE?

A juventude de hoje vive um processo inusitado na história: tem saudades daquilo que não conheceu nem viveu, mas sabe como foi e curte. Por quê?De início, porque vive um quotidiano de grande mutação, que a nada fixa, consolida ou solidifica. Tudo é provisório, do bem de consumo à moradia e ao casamento. Certa necessidade de solidez, pelo menos no que é básico na vida, é importante para o jovem. Protege-o. E o que permaneceu a despeito de mudanças é algo sólido, feito de um material que aplaca no jovem o medo inconsciente ou consciente da transitoriedade e provisoriedade que o cercam.Também, porque o jovem tem muito presente o nível de agressão e ameaça dos tempos atuais. Como quem adivinha caminhos mais seguros e menos ameaçadores, ele procura em temas do passado alguns conteúdos pacificadores hoje distantes. O jovem percebe a existência - em décadas anteriores - de sentimentos, maneiras de ser, formas de expressar, vivências. Ele percebe que eram tempos de menos loucura, doença, agressão, tensão, terror.São, portanto, duas formas de saudade diferentes da saudade tradicional, digamos, aquela que se sente por pessoas, músicas, tempos vividos.Há também, contemporaneamente, uma terceira forma de saudade. A que eu chamo de saudade do recente. É tal a rapidez da mudança e a vertiginosidade do processo de transformação que nos atinge, que vivências recentes ficam logo sepultadas pela avalancha de novidades inerentes ao sistema industrial, sempre a exigir substituições permanentes de tudo. Assim, o que vivemos recentemente fica parecendo tão distante e longínquo como o vivido há muito, muito tempo. Mesmo uma geração ainda jovem já pode ter essa forma de saudade. Com a rapidez da mudança, de alguns anos para cá, há mais coisas sepultadas do que o ocorrido, gasto, feito, acontecido, usado, há quatro ou cinco décadas.Haveria uma quarta forma de saudade. Chamo-a de "saudade pelo não-vivido". Há vivências, sofrências, pungências, sentimentos, impulsos, momentos adivinhados, absolutamente reais pra a nossa sensibilidade, só que jamais vividos na realidade externa. É a saudade do não-vivido, do apenas adivinhado na vastidão mutante e cortada de ventos imaginosos da sensibilidade humana.


Artur da Távola, escritor, pensador, político e jornalista, tem um blog massa! inquieta e faz pensar! da hora!
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on my jukebox: Punk da periferia- Cibelle
J.M

Já Virou?







E a galera continua virando em Sumpá! Virada Cultural 2008!

Mais de 50 estudantes de comunicação estão nas ruas de São Paulo participando da cobertura colaborativa do RadarCultura. Na tarde de hoje, os alunos se reuniram voluntariamente para participar de uma grande reunião de pauta. Após apresentarem suas propostas, organizaram-se em duplas e trios. Com câmeras de fotografia, filmadoras, gravadores e celulares se lançaram a cobertura jornalística da Virada Cultural. Todos receberam camisetas de identificação como "correspondentes" do Radar.

Os estudantes têm dois desafios: cobrir o factual gravando flashes pelo telefone e consolidar o material captado e apurado ao longo destas 24 horas em reportagens. O material em áudio, texto, vídeo ou foto já está sendo publicado no site do Radar.

No final da Virada os estudantes vão produzir coletivamente dois especiais multimídia: um sobre as políticas culturais na cidade de São Paulo, fazendo o balanço da Virada, e outro sobre a cobertura colaborativa.
Participe você também. Gave sua mensagem, publique seu vídeo, texto ou foto.
Foda! Jornalismo Colaborativo! Muito bom!





"Para distrair, TV
Para uma dieta, açúcar
E para amar, você
Para encontrar, vontade
Para atravessar, a ponte
Para desejar, sorte
E para ouvir, Marisa

Para Capitú, Machado
Para uma mulher, Clarisse
Para Guimarães, Brasil
Na terceira margem do rio

Para o secador, molhado
Para o colar, anel
Para o batom, um beijo
Sempre muito apaixonado"

on my jukebox: Para todas as coisas - Ana Canãs


J.M

Imagem da semana



um liquidificador de concreto ....
J.M

a nova onda


A nova moda em São Paulo!

Erykah Badu




Essa é para quem nunca se ligou nesse som ( como?????) ,é diva, Erykah Badu. Cantora americana, muito respeitada de jazz, soul e R&B. Linda, uma voz inconfundível, dona de um estilo próprio, um talento que transborda! Mãeeee eu quero ser como a Eryka Badu!!! haha!


O som nunca sai da minha playlist! massa!


on my jukebox: Honey- Erykah Badu


J.M

sábado, 26 de abril de 2008

Ensaios




Eureka! ensaios fotográficos! Aonde eu queria estar agora, nesse minuto? Sampa, fácil! " Alguma coisa acontece em meu coração"! Amanhã buteco com os amigos, sorte!





Teu coração me revela
Coisas que nunca vi
Teu coração diz que era
Canto de bem-te-vi
O teu olhar diz que ama
O fogo do meu coração
Em tuas mãos duas chamas
Prendem o bem-te-vi
O teu cabelo ao vento
Esparrama-se por aí
E eu calado e quieto
Liberto o bem-te-vi

Têtê Espíndola

J.M




Elis




Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade só a velocidade
Anda junto a mim
Só ando sozinho
E no meu caminho o tempo é cada vez menor


Preciso de ajuda
Por favor me acuda
Eu vivo muito só
Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo


Corrijo num segundo
Não posso parar
Eu prefiro as curvas da estrada de santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive
E vi pelo espelho na distância se perder
Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar
As curvas se acabam
E na estrada de santos não vou mais passar
Não, não vou mais passar

Elis cantando Roberto Carlos, amo essa música na voz dela. Ela é linda né? a maior cantora nacional!

on my jukebox: Eu quero um samba - João Gilberto
J.M

O que será?



Mas, afinal, o que querem as mulheres de um homem? O que nós queremos?!

Em primeiro lugar, que ele nos ame muito: muito mas não exageradamente. Que nos entenda, que nos ouça sempre com muita atenção, mesmo que não esteja muito interessado no que estamos falando (mas fingindo estar). Não, ele não precisa nos trazer flores: mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo): só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos. Por outro lado, é preciso que ele nos solicite muito, pergunte que gravata deve usar; se gostamos da água-de-colônia nova, que carro deve comprar; mesmo que acabe fazendo o que quer; sem dar a mínima para a nossa opinião. Mas também é preciso que às vezes fique quieto, calado, para nos deixar bem inquietas, imaginando no que será que ele esta pensando. Mulher não pode nunca se sentir nem muito segura nem muito insegura: tem que ser no ponto certo. O ponto certo, essa é a questão. Para isso é preciso sensibilidade, coisa fundamental no homem que se ama. Sensibilidade para sentir quando estamos precisando de um carinho, de um amasso ou de ficar em silencio. E ser capaz de , na hora da briga, dizer "vem cá, sua boba", e a gente se aninhar nos braços dele esquecendo de tudo que estava falando. E também, criatividade, para não deixar que a rotina acabe com o romance. E acima de tudo cumplicidade, em todas as horas difíceis que possamos passar: saber que podemos contar com o apoio dele, mesmo que na intimidade até discorde de alguma coisa, mas estar ali, ao nosso lado, como melhor amigo e confidente é a melhor coisa do mundo. Ah, como é bom um homem assim. Não é preciso que ajude a lavar os pratos nem a arrumar a cozinha, essas bobagens a gente faz com o maior prazer quando ama. Mas a cada cinco minutos pode perguntar: enquanto assiste o futebol (sem tirar os olhos da TV), se ainda vai demorar muito essa arrumação, pedir pra você levar uma cerveja e dizer "vem sentar do meu lado para ver o jogo". Esse jogo não nos interessa nem um pouco mas saber que ele precisa de nós num momento tão crucial é tudo de que precisamos para ser felizes. E quando o time dele fizer um gol ele comemorar te abraçando e beijando muito, seja solidária e mostre-se tão feliz como se tivesse acabado de ganhar o mais lindo vestido da última coleção de Valentino. Não basta ser mulher, tem que participar. A hora de ir pra cama é muito importante: mesmo que ele esteja estudando um processo ou lendo uma revista em quadrinhos, é fundamental que ponha a perna em cima da sua, para que você sinta que, aconteça o que acontecer, ele estará sempre ligado em você. E um homem que quer ser amado sobre todas as coisas não pode jamais, mas jamais, depois de apagar a luz do abajur, se virar de costas para dormir, isso é crime que nenhuma mulher perdoa. E quando, já no escuro, ele faz um carinho na sua cabeça e se encaixa - não há mulher que resista a um homem que sabe se encaixar bem -, ai é que você sente a felicidade total e pensa que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que pode fazê-la feliz. É só isso que queremos dos homens. Não é querer muito, é?"


Danuza Leão


Concordo plenamente, adoro ler Danuza!


on my jukebox: O que será - Nara Leão

"... que é feito uma aguardente que não sacia"



J.M





terça-feira, 22 de abril de 2008

Che

E hoje tremeu São Paulo, finalmente mochilaremo-nos! Mochila, óculos, ipod, tenis,fotos, amigos e só! Aiiii como eu Te AMOOOOOOOOOO, é tanto que não cabe!

on my jukebox: Não Enche -Caetano Veloso( meu estado de humor) seguido de Wonderwall - Ryan Adams

J.M

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Filhos do Paraíso


Lembrei, lembrei!!!!!! Há um tempinho fiz um post sobre um filme iraniano ( repetindo, cinema iraniano não é chato) que vi há anos, e nunca me esqueci. E hoje, lendo quadrinhos, uma das tiras falava desse filme! e estava lá o nome que eu nunca lembrava!


Filhos do Paraíso


para refrescar a memória:


Ali é um menino de 9 anos proveniente de uma família humilde e que vive com seus pais e sua irmã, Zahra . Um dia ele perde o único par de sapatos da irmã e, tentando evitar a bronca dos pais, passa a dividir seu próprio par de sapatos com ela, com ambos revezando-o. Enquanto isso, Ali treina para obter uma boa colocação em uma corrida que será realizada, pois precisa da quantia dada como prêmio para comprar um novo par de sapatos para a irmã.


Direção: Majid Majidi


Lindooooooooooooooooo


on my jukebox: Malemolência - Céu


J.M

Não me deixe só


Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz...


Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor...


Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem...
J.M

domingo, 20 de abril de 2008

Michael Moore


Domingueira e cinecult, novamente domingo estabelecido o dia do cinema no fim da tarde! Como é bom! Apesar de ter entrado na sala e o filme já ter começado ( ahhh) e o frio intenso do ar condicionado, compensou. Gosto muito dos documentários do Michael Moore, ele sabe montar bem um filme, não fica cansativo, monótono, pelo contrário, sempre joga milhares de informações a jato na sua cabeça, se piscar, perdeu. Sicko - S.O.S. Saúde, totalmente reflexivo, não tem como sair do cinema sem pensar no que acabou de ver, muito, mais muito bom! Moore, sarcástico, impecávelmente chato com as autoriedades e sempre atrás de respostas para as suas perguntas.


Um painel do deficiente sistema de saúde americano. A partir do perfil de cidadãos comuns, somos levados a entender como milhões de vidas são destruídas por um sistema que, no fim das contas, só beneficia a poucos endinheirados. Ali vale a lógica de que, se você quer permanecer saudável nos Estados Unidos, é bom não ficar doente. E depois de examinar como o país chegou a esse estado, o filme visita uma série de países com sistema de saúde público e eficiente, como Cuba (ponto alto do filme), Canadá, Inglaterra e França.


É, mais uma história da terra do Tio Sam.


On my jukebox: Wave -Lenine


"é impossivel ser feliz sozinho..."


J.M

Samba, samba que hoje o samba é seu


Eu sou da jovem samba
A minha linha de bamba
O meu caso é viver bem
Com todo mundo e com você também
Na paz de deus
Quero trabalhar em paz
Na paz de deus
Quero amar amar em paz,
Na paz de deus
Quero sambar, sambar em paz
Porque amanhã é outro dia
E eu não sei se vai vir com alegria
Mas se você gostar de mim meu bem
Vem pra jovem samba também
Então na paz de deus
Vamos trabalhar em paz,
Na paz de deus
Vamos amar amar em paz,
Na paz de deus
Vamos sambar, sambar em paz

Porque
La ra la ra la, la ra la ra la
La ra la ra la, la ra la ra la

Eu sou da jovem samba
A minha linha de bamba

La ra la ra la, la ra la ra la
La ra la ra la, la ra la ra la


(Jorge Ben Jor)


Quero uma praia, pés descalços, flores no cabelo e muito mais!


on my juke box: A jovem samba - Los Sebozos Postizos, sim! música massa na versão do Los Sebozos! sonzeira!


J.M

sábado, 19 de abril de 2008

É de frevo, maracatu e muito mais







O som que vem do nordeste, ecoa, transborda, tem cheiro, é arretado e nunca sai da minha play list!

Mestre Ambrósio, Mundo Livre S/A, Los Sebozos Postizos, Cidadão Instigado, Nação Zumbi, Mombojó, Wado e o Realismo Fantástico, Cyz, Alceu, Siba e os Fulorestas, Comadre Fulozina, Orquestra Manguefônica,Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Renata Rosa, Maquinado, Otto, e muito mais! Cresce cada vez mais o número de músicos, principalmente na cena alternativa!Fora os clássicos Dominguinhos, Fagner, e outros grandes nomes!


on my jukebox: Isso Aqui Tá Bom Demais -Dominguinhos


J.M

Festival América do Sul


É Corumbá!!!!! 5° Festival América do Sul!!!!!!


Corumbá, a 426 km de Campo Grande, também conhecida como capital do Pantanal, será palco de shows de Fagner, O Rappa, Djavan, Zélia Duncan, Neguinho da Beija-Flor, Martin’ália e Teatro Mágico, entre outras atrações nacionais. Também tocam nomes da música de Mato Grosso do Sul, representada em suas vertentes da música de raiz, do eletrônico, instrumental, rock e pop, com Guilherme Rondon, Deletrônica, Instrumental 3x5, Dimitri Pellz, Jennifer Magnética, Grupo Exilados e Black Zone e Lívio Barreto. Dos países vizinhos, apresentam-se nomes como Jorge Shellemberg (Uruguay), Cia Tango e Paixão (Argentina), Hijos Del Sol (Peru), Luisa Calcumil (Argetina), e Grupo Bohemia Urbana (Paraguay).


Entre as atrações de teatro, dança e circo, despontam apresentações da Intrépida Trupe, Cia Pequod, Ginga Cia de Dança, do Teatral Grupo de Risco, Circo do Mato, Grupo de Música Folclórica Arraigo (Bolívia), Coletivo Corpomancia, Mágico Tabajara, de Nill Amaral, da Cia da Lona, Academia de Danza Prof. Elisabeth Vinader (Paraguay), Trupe Hematitas & Jaspilitos, do Grupo de Ballet Folclórico Estilisado Tentayape (Bolívia), entre outros.


No Quebra-Torto com Letras, o café da manhã pantaneiro abre o apetite para discussões sobre literatura com autores nacionais e internacionais convidados, contando com Lourenço Mutarelli, Joca Terron, Sérgio Sant’anna, Sacha Aníbal (Paraguay), Cristo Rafael Figuereo (Colômbia), Pavel Eguez (Equador), Luciano Saracino (Argentina), Glória Munhos (Paraguay), entre outros.


Já as exposições de artes plásticas buscarão um diálogo entre as obras de Edson Castro (BRA), Rafael Alonso (BRA), Félix Torres (ARG), Alejandra Dorado (BOL), Miguel Angel Gaete (CHI), Marcos Benites (PAR) e Analia Sandleris (URU).


No audiovisual, haverá exibição de filmes, festivais, debates sobre cinema e lançamentos. A programação do 5º FAS inclui também atividades como oficinas de dança, artes visuais, teatro e arte-educação, sessões de visitação turística e feira de artesanato.
J.M

Omara Portuondo e Maria Bethânia


Cara! o que que é isso? que som é esse? que encontro? como pode ter ficado tão lindo, poéticamente sonoro! nossa, música muito boa! Quando fiquei sabendo que as duas iriam gravar um CD e DVD ( pela Biscoito Fino, gravadora que lança muita coisa boa), vibrei! sou fã de ambas, a afinidade entre as músicas (ou as culturas) brasileira e cubana é natural.Que coisa linda de ouvir, duas divas da música popular internacional, sí sí!Shows no Brasil com ingressos esgotados, também né? Agora as moças embarcam para apresentações no Chile e na Argentina!


O encontro da cubana Omara Portuondo, conhecida como uma das integrantes do Buena Vista Social Club, com a baiana Maria Bethânia deu origem a um disco e um documentário em DVD. Com solos individuais de Bethânia e Omara e interpretações juntas, tanto em português quanto em espanhol, o repertório do álbum será levado quase inteiro para o palco. Entre as canções que gravaram juntas há “Palabras” (Marta Valdés), “Palavras” (Gonzaguinha), “Você” (Hekel Tavares e Nair Mesquita), “Tal vez” (de Juan Formell), entre outras.



• CD, o conteúdo:


01-Lacho (Facundo Rivero e Juan Pablo Miranda)
02 -Menino Grande (Antonio Maria)
03-Nana para un suspiro (Pedro Luis Ferrer)
04-Poema LXIV (Dulce María Loynaz), Palabras (Marta Valdes), Palavras (Gonzaguinha)
05-Talvez (Juan Formell)
06-Você (Hekel Tavares e Nair Mesquita)
07-Arrependimento (Dolores Duran e Fernando Cesar)
08-Mil Congojas (Juan Pablo Miranda)
09-Só vendo que beleza (Rubens Campos e Henricão)
10-Para cantarle a mi amor (Orlando De La Rosa)
11-Caipira de fato (Adauto Santos), El amor de mi Bohio (Júlio Brito)


J.M









Nina


"Os indivíduos se dividem em duas categorias: os ordinários e os extraordinários.Os ordinários são pessoas corretas, que vivem na obediência e gostam de ser obedientes. Já os extraordinários são os que criam uma coisa nova, todos os que infringem a velha lei, os destruidores. Os primeiros conservam o mundo como ele é. Os outros movem o mundo para um objetivo…”

Nina (2004)


Nina é o retrato de um ser humano no sentido universal, ao mesmo tempo que é uma visão bastante pessoal de Crime e Castigo. Protagonizado por Guta Stresser o filme trata da história de uma jovem de caráter duvidoso, mas ainda assim bastante sensível aos problemas que a vida traz. O maior deles é a dona Eulália (Myrian Muniz, excepcional), uma velha avarenta proprietária do apartamento no qual Nina aluga um quarto. A direção é de uma segurança rara em nosso cinema, tão pessoal que muitas vezes chega a beirar o experimental. Em momentos bastante criativos, muitos deles com participação dos desenhos de Lourenço Mutarelli, Dhalia faz uma viagem atordoante pela mente da garota.

Vale a pena!

on my juke box: Rock & Roll Queen- The Subways

J.M




Heitor Dhalia


Entre diretores nacionais, o que mais se destaca como grande promessa é um pernambucano que chegou em São Paulo em 1993. Como redator publicitário, Heitor Dhalia criou várias propagandas (roteiro e direção). Em 97 dirigiu seu primeiro curta-metragem, Conceição, produzido pela O2 Filmes (produtora de Fernando Meireles).

Em Conceição Dhalia já exibia seu apego a personagens que vivem às margens dos padrões sociais, numa história irônica sobre pecados, pureza e a vida que, de certa forma, imita a arte. Depois não parou mais. Foi assistente de direção em Um Copo de Cólera, de Aluízio Abranches, no mesmo ano em que dirigiu o curta e co-roteirizou o inspirado As Três Marias, também de Abranches. Mas seu primeiro trabalho longa-metragem veio apenas em 2004, Nina.

Como uma coisa leva a outra e o amor do diretor pelo complexo, quando se trata de ser humano, não tem muitas barreiras, O Cheiro do Ralo parece ter fluído da convivência entre diretor e os envolvidos no projeto anterior.

A história que inspirou Dhalia foi escrita por Mutarelli; para o roteiro a dupla de Nina (Marçal Aquino e Heitor Dhalia) apresenta uma evolução significativa; e Selton Mello, que havia feito uma participação especial no primeiro longa, algo em torno de 2 minutos de gravação, é o personagem principal de O Cheiro do Ralo.

Lourenço (não o Mutarelli) tem uma visão um tanto distorcida do que é relacionamento. A vida dele muda completamente quando se apaixona por uma bunda. Ao mesmo tempo que brinca com a situação de Lourenço, é fácil perceber as associações que o diretor faz com relacionamentos comuns e seus dramas. Destaque para a atuação de Selton Mello, um primor.

O aprimoramento veio não apenas no roteiro, mas também na própria direção, que não abandona os enquadramentos típicos de produções independentes norte-americanas. Aliás, Dhalia é um dos diretores nacionais que menos se apega a regionalismos ou problemas sociais próprios do nosso país. O foco do diretor é o ser humano. É o lado underground da nossa vida (e caráter) visto de uma maneira realista e nem por isso menos cômica. Por tanto, é um cinema mais universal.

Tanto Nina, quanto O Cheiro do Ralo fizeram sucesso de público e crítica, este último se firma como um dos melhores filmes do ano. Nos Estados Unidos, logo após as apresentações de Nina, ouve quem comparasse Dhalia com David Lynch. No caminho em que está, Heitor Dhalia certamente renderá grandes surpresas e obras divertidamente complexas. Uma promessa de que o mundo cinematográfico brasileiro pode sofrer uma grande alteração.




J.M




curta


Conceição (2004) - BR


Na zona boêmia de Recife, enquanto um espirituoso taxista faz ponto, duas prostitutas cobiçam os vestidos de noiva de uma vitrine. Elas conhecem dois presidiários recém foragidos que lhes realizam o sonho. Vestidas à caráter, vão à procissão de N. Sra. da Conceição pedir à Santa um noivo.


Duração: 17 min
Trilha original: Antônio Pinto
Direção: Heitor Dhalia


Elenco: Mônica Pantoja, Magdalé Alves, Aramis Trindade, Roger de Renoia, Pulo de Castro


Já diz a chamada: Cuidado, Recife! Claudio Assis e Aramis Trindade escaparam do presídio! Não vai sobrar cabaré ou loja de noiva em pé... Não perca essa aventura hilária com cheiro de Pernambuco!


J.M




Hoje




Hoje? Tudo de novo. Céu cinza. sol. nublado. garoa. chuva. chuva forte. vento. tempo frio. Tudo de novo. Tempo bom para não fazer nada, preguiça boa, para ficar deitada no sofá, que pecado capital. E foi isso que se viu, moletom bem confortável ,coberta, sofá, amigos , e uma tarde assistindo a maratona de curtas do Canal Brasil, incluindo o curta do diretor Heitor Dhalia ( Nina e O cheiro do Ralo) com referências pernambucanas e participação dos integrantes da Nação Zumbi.

Tempo bom. Dormir.Acordar.Dormir novamente. Comer. Ver tv. Cochilar. Pegar um violão e cantarolar. Namorar. Ficar abraçado vendo filme. Comer. Colocar uma roupa legal . Sair. Conversar. Boemia. Na minha playlist agora um bom samba para aquecer e inspirar uma noite chuvosa. Eu quero agora Vila Madalena, uma volta na cidade, bar com boa música, pode ser um blues de fundo, uma boa canção, uma São Paulo com chuva, um bem estar, um suspiro e uma bela foto!


"...só que quando anoitece
É festa no outro apartamento
Todo amor
Vale o quanto brilha
O que que há com nós dois, amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim"


Ufa! o documentário tá pronto!

on my jukebox: Coração Vagabundo - Ana Canãs

J.M

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Vila Madalena



Num beco da Vila Madalena

on my jukebox: o último pôr-do-sol - Lenine

"Sonhei que o fogo gelou

Sonhei que a neve fervia

e por sonhar o impossível

ai, sonhei que tu me querias!"

Chico, sempre Chico!

J.M

sábado, 12 de abril de 2008

24 horas de cultura


Virada Cultural 2008: São Paulo se prepara para a festa da diversidade!

Com novos palcos, evento chega à quarta edição privilegiando o centro da cidade, iniciando a programação das 18 horas do sábado, dia 26 de abril, até as 18 horas do domingo.

A cidade de São Paulo se prepara para mais uma edição da Virada Cultural. Neste ano, o evento está programado para os dias 26 e 27 de abril, das 18h às 18h. Inspirada em eventos europeus, como a Nuit blanche (noite branca) parisiense, a Virada Cultural conquistou, a cada edição, características tipicamente paulistanas.

Promovida pela Prefeitura da Cidade de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a quarta edição do evento reafirma a abordagem democrática, trazendo apresentações de diversas vertentes e estilos culturais e artísticos, valorizando, sobretudo, o percurso pelo diverso, o andar despretensioso pelas ruas ocupadas pelo inusitado, possibilitando a integração e a convivência harmoniosa entre os cidadãos.

Toda a diversidade de São Paulo, refletida nas edições passadas do evento, mostra-se ainda mais clara na Virada Cultural. Serão montados palcos especiais de permanente "jam sessions", em que os músicos se sucedem em seus instrumentos sem que o espetáculo jamais seja interrompido, numa roda de improviso estendida por 24 horas.


Ahhh, isso é bom demais! quese 24horas acordado andando de um lado para o outro na cidade, curtindo shows, tirando fotos, rindo com os amigos, vendo os mais diversos tipos de manifestações culturais, São Paulo respirando cultura em todos os cantos da cidade, e o melhor, metrô, onibus, tudo, tudo funcionando na madrugada, na boa, não tem como perder. E é tanta variedade que é difícil escolher e ver tudo. Rock república, roda de capoeira 24 horas, graffite, mostra de cinema, sound system, Teatro Municipal, boteco dos bambas, dança, baile chique, festivais independentes, palco das meninas, canja rock-blues, música eletrônica, instrumental brasileiro, oficinas, literatura, teatro e muito mais, e tudo de graça. É só se ligar, ver certinho os endereços e se divertir!


www.viradacultural.org/
Massa!
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on my jukebox: Dig- Incubus ( não canso de ouvir)



J.M

nos zuvidos


Na minha playlist ultimamente : Placebo, Mars Volta, D2, Cachorro Grande, Nara, Maysa, Chico, Yeah Yeah Yeahs, Oasis, Rooney, Silverchair, Incubus, Instituto Coletivo, Los Sebozos Postizos, Mestre Ambrósio, Madonna, Hives, Men at Work,Ben Harper, Chemical Brothers, Fernanda Takai, Appolo 9, Queens of the Stone Age, Planta e Raíz, Bob Marley, PJ Harvey, Norah Jones, Paulinho da Viola.....

"Desilusão, desilusão, danço eu, dança você na dança da solidão"


on my jukebox: Love Hurts - Incubus

J.M

me faz continuar


As vezes eu acho que o mundo inteiro se revoltou
contra mim
Sem nenhum porquê, eu viro a mesa, parece ser o fim
Mas quando me lembro que tenho você eu procuro me acalmar
Isso me consola e tudo melhora e a cabeça volta pro lugar


Eu sei faz tanto tempo
Passamos por muitos momentos
Saber que tenho você me faz...
Me faz continuar


As vezes eu acho que o mundo inteiro esconde o jogo de mim
Eu olho pro lado, estou deslocado, parece ser o fim
Mas quando você sabe o que me dizer...
Como pode ser tão natural?
Em um instante, mesmo distante, a cabeça volta ao normal


Saber que eu tenho você me faz...
Me faz continuar

Cachorro Grande

Para meu amor!


J.M


sexta-feira, 11 de abril de 2008

Maysa


Maysa. São poucas as cantoras que conseguem emocionar as pessoas com a voz. Não precisa entender de música, ser crítico, músico, compositor, nada disso. Um leigo, um simples ouvinte que escuta a voz, escuta o que é falado, por vezes declamado em uma bela canção.

Uma cantora que canta com emoção, parece que quando resolve dar vida as palavras, exprime todo sentimentalismo, angústia, amores, ela reflete ela mesma quando usa sua voz como espelho, um reflexo do seu eu. Maysa, Elis, Piaf e Ella, as poucas que me fazem ter essa sensação, talvez até um desrespeito com essas mulheres, que de tão transparentes nas suas interpretações, parece que a gente rasga, entra na intimidade, um envolvimento musical que vira pessoal, no momento em que se entende o que se canta.

Sente o que está escutando.

Maysa, simples assim, forte assim. Durante um tempo gostava tanto desse nome, que até queria que fosse o dá minha filha, quase Mariza, ou Maria Luísa,mas é Maysa. Acabei desistindo da idéia, e a filha ainda não tive.Maysa, uma cantora que admiro muito, e que no meio dos vinis estava “Canecão apresenta : Maysa” discos Copacabana.

O conteúdo: Demais, Meu mundo caiu, Preciso aprender a ser só ,Pra quem não quiser ouvir meu canto ,Por causa de você ,Dindi , Se você pensa, Ne me quitte pas ,Light my fire, Chão de estrelas , Tarde triste ,Meu mundo caiu, Ouça ,Dia de vitória , Dia das rosas e Se todos fossem iguais a você.

Destaque para Dindi ( amo principalmente na versão da Ella Fitzgerald),Se você pensa, Light my Fire (sim!) e a linda Se Todos fossem iguais a Você, que é de chorar.

É tão bom ouvir música boa! Música inspira!



J.M





Vinil, vinil ,vinil


Fim de tarde, e eu resolvi ver a coleção de vinis da minha mãe. Já faz um tempo que ela me disse que pensava em desfazer de uma parte dos discos, que ocupavam muito espaço. Isso me inquietou. Fiquei dias pensando “Hoje vou lá dar uma conferida nos vinis sem falta”, mas sempre esquecia. Cheguei a pegar um pouco da geração vinil, tive vários infantis, mas na minha época o moderno era escutar fitas cassetes com os coleguinhas de escola. Apesar disso, sempre gosteis de vinil, hoje em dia muito mais (apesar de ser uma consumidora feroz de cd’s). O som é diferente, gosto de ver as capas, os encartes, a arte do álbum, e claro, o conteúdo.

Depois de esbarrar com um vinil do John Coltrane pela casa, com uma fotografia linda em preto e branco na capa, decidi ir ver a raridade de clássicos da minha mãe, que eu nem me lembrava que ela ainda tinha tanta preciosidade. Com esses anos 90/2000, a febre e a praticidade dos cd’s (atualmente pegar músicas da Internet, ainda prefiro o álbum nas mãos) nem dava tanta importância para aqueles “tesouros” musicais, escondidos, discretamente bem diante dos meus olhos. Só me ligava em vinil mesmo quando encontrava algum amigo que curtisse também, ou algum músico.

Continuando ...

Me deparei com vinis raríssimos, alguns que nem viraram cd’s, gravações únicas. Fiquei me deliciando ao som de Nara Leão, Paulinho da Viola, Geraldo Espíndola, Inezita Barroso,Mercedes Sosa homenageando Violeta Parra, Ivan Lins, Chico Buarque (incluindo o disco proibido), Hair, Marisa Monte, Clube da Esquina, Maysa, Jorge Bem (raridade), Gilberto Gil, Caetano Veloso, Saltimbancos, Louis Armstrong, Duke Ellington, Muddy Waters, Elis Regina (Montreux, Falso Brilhante), John Coltrane, Tom Jobim e mais.

E nossa, já considero meus.

Adoro também quem faz música e usa o vinil como base, essa mistura do moderno com o antigo e tal, e viva a nostalgia, viva a música! Sorte que minha genética musical é muito boa!

On my jukebox: Bebete vãobora- Jorge Ben



J.M





quinta-feira, 10 de abril de 2008

Nara




Moço bonito
O meu corpo cheira
Ao botão da laranjeira
Eu também não sei se é
Imagine o desatino
O teu cheiro é de café
Mas o meu cheiro é feminino
É só cheiro de mulher

Moço bonito
O teu olho brilha
Qual estrela matutina
Eu também não sei se é
Imagina minha sina
É o brilho puro da fé
Ou é só brilho feminino
Ou é só brilho de mulher

Moço bonito
O teu beijo pode
Me matar sem compaixão
Eu também não sei se é
Ou pura imaginação
Pra saber, você me dê
Esse beijo assassino
Nesses braços de mulher

Nara Leão, ela é linda!
J.M




Cyz



Agora descobri a Cyz, e não me canso de escutar. Aquela do programa “Ídolos” que chama todo mundo de flor, florzinha, a própria. Sabia que ela cantava, mas só agora fui me ligar no trabalho musical dessa pernambucana arretada, que além de produtora faz um som da hora.

Gostei do que ouvi. Depois que vi que ela era uma das “divas” convidadas para o projeto 3 na Massa (adoro) resolvi tirar a ficha da moça. Gostei, tem talento, um charme único, doçura e simpatia inigualável.
Isso aí!

On my jukebox:Littlefishdublongwatersamba - Cyz


J.M

Para se viver um grande amor


Cantado


Eu não ando só

Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia


Falado


Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como forHá de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor


Vinícius de Moraes


J.M




quarta-feira, 9 de abril de 2008

The Hives


Depois de muito tempo na estante, sim, me lembrei do Hives. Fazia muito tempo que esse CD não tocava mais no meu playlist. Álbum Veni Vidi Vicious, lançado em 2000, e se eu não me engano comprei em 2003, e fussando nos cd's "acho", e Hives é para ser ouvido em alto e bom som. Banda Sueca, que estourou no começo dos anos 2000 no mundo interio com seu rock dançante e barulhada! Na mesma época, lembro que ouvia bastante Verve, Vines e Kings of Leon, Blur, Travis, um pouco depois Libertines, Strokes e Franz Ferdinand! Nossa, época boa!

Ah, mas quem não sente vontade de sair pulando ouvindo Hives, de prefêrencia esse CD. Sonzeira boa!


on my jukebox:Hate To Say I Told You So - Hives, bem alto, que é pra vizinhança aguentar!


J.M

Curumin


Morena Flor Morena


Morena. mpb. bossa nova, samba e rock n' roll . prefiro cinema no domingo com amigos. cachos . amor. passeio na av. paulista de mãos dadas com alguém bem especial. pôr-do-sol com uma câmera fotográfica nas mãos. música o tempo inteiro. poesia inspira. flores no cabelo. queria tocar numa banda que fissese música brasileira com base no maracatu, dub, soul, hip hop, psicodelico, punk rock e tropicalismo. toco pandeiro, cuíca, percussão, arrisco um piano, gosto de cavaco. tenho fraco por violinos. adoro a 5ª de Beethoven. queria aprender a tocar rabeca, mais sonho mesmo com o meu baixo acústico. canto. algumas desafinam. abraço apertado é muito bom. tenho uma mistura de portugueses, holandeses, árabes, negros e cearenses. uma beleza brasileira. mochilar pelo mundo inteiro. as praias da Bahia são as mais lindas que já se viu . boa leitura em tempo integral. observar faz bem. fazer arte também. desenhar igualmente. uma família bacana. uma mãe maravilhosa. Sou abençoada por Deus!


on my jukebox: É necessário -Almir Sater


J.M





Tempo de carne e osso


Eu sei aonde estarei
Nadar no mar de mágoas
E a fé que depositei
Tu vai guardar na caixa mágica
Sua tristeza vai esborrar
E a areia não consigo mais sentir
Enquanto eu andar
E depositar no que sinto
Eu vou estar contigo

Eu vou estar
Eu sei
Eu sei
Eu sei
Eu sei

Mas vou fazer você chorar
Os seus sentidos a funcionar
O organismo quer respirar
E irei de repente te deixar
Eu sei

Mas vou fazer você chorar
Não vai mais ter que me perguntar
Se a vida é para dar prazer
E o bem existe para te ajudar
Mas vou fazer você chorar
Não vai mais ter que me perguntar
Se a vida é para dar prazer
E o bem existe para te ajudar

Tempo de Carne e Osso - Mombojó e Céu

Ultimamente ando escutando muito Mombojó e Comadre Fulozina também, quero Recife!


J.M



segunda-feira, 7 de abril de 2008

Nação zumbi - Fome de Tudo




Um som que impressiona pela qualidade. Barulhada boa que faz o coração bater no mesmo ritmo do tambor, palavras e frases que misturadas com o psicodelismo instrumental nos leva num transe musical para uma viagem. Mais precisamente para Pernambuco, de encontro com a melhor banda nacional em atividade, a Nação Zumbi.


Com uma carreira de mais de uma década e mais de dez discos lançados (entre coletâneas e trilha para filmes), os veteranos da Nação surpreendem em cada trabalho, como no último álbum lançado em novembro de 2007 “Fome de Tudo”. No vocal desde 1998, depois de largar o discreto posto de percussionista, Jorge du Peixe assumiu bem o papel de “voz” do grupo, no lugar do falecido Chico Science, e juntamente com a experiência dos ótimos integrantes da família Zumbi, só faz aumentar a admiração não apenas dos fãs, mais de inúmeros artistas, críticos e escritores.


Para os famintos por riffs marcantes de guitarras e intensa percussão, o sétimo disco da banda vem para saciar esse desejo. Com doze faixas, todas inéditas “Fome de Tudo” abre com a pancada “Bossa Nostra”, um cartão de visitas impactante que diz: “Cada cor tem o seu cheiro / Cada hora lança a sua dor / E nessa insustentável leveza de ser / Eu gosto mesmo é da vida real”, hit certeiro para levantar a galera nos shows. O CD segue com “Inferno”, que tem a participação da badalada cantora Céu, que sussurra as palavras num clima sensual, misturada com a dedilhada guitarra de Lúcio Maia, que mais uma vez prova que é um dos mais talentosos instrumentistas do país. “Originais de Sonho” vem dançante nas palavras quase declamadas por du Peixe, só faltou no fundo das alfaias o clássico refrão de “Anamauê, auêia, aê”.


Destaque para a pulsante “No Olímpio” e a letras certeira de “Fome de Tudo”. As outras participações do disco ficam por conta de Junio Barreto em “Toda Surdez Será Castigada”, do maestro Ademir Araújo (homenageado no Carnaval 2008 de Pernambuco) em “Nascedouro” e de Money Mark, tecladista do Beastie Boys em “Assustado”.


A capa do disco mostra o desenho do seio e ventre de uma mulher, que carrega nas mãos um garfo e uma faca, uma “Senhora Fome”. O CD lançado em Digipack (formato de papel grosso que valoriza mais o encarte) tem todas as letras das músicas. A arte de “Fome de Tudo” foi assinada pelo próprio vocalista Jorge du Peixe e a produção do álbum é do norte- americano Mario Caldato Junior, responsável por quase todos os discos do Beastie Boys, Marcelo D2, Bebel Gilberto e Soulfly. Um meio que a banda encontrou para divulgar as músicas do novo disco foi em diversos links externos em sites como Youtube e Myspace, tendo este último milhares de acessos desde a semana de lançamento do CD.


São 47 minutos de muita sonzeira, alfaias, guitarras e melodias pesadas que fazem a diferença da Nação.


As influências da Nação Zumbi ficam cada vez mais evidentes no decorrer dos anos, psicodelia, metal, maracatu, música jamaicana e o afrobeat, gênero que reinou com o nigerienao Fela Kuti, são os principais vetores.


A banda é formada por Jorge Du Peixe , Lúcio Maia, Alexandre Dengue, Gilmar Bola 8, Toca Ogan, Pupillo , Marcos Matias e Gustavo Da Lua. Os integrantes não se destacam apenas na Nação Zumbi, quase todos são envolvidos em projetos paralelos à banda, que ganham foco na mídia e do público pela intensa e grande qualidade, destaque para os projetos Los Sebozos Postizos, Maquinado, Sonantes e 3 na massa.

O horizonte sonoro da Nação Zumbi não tem limites. Uma banda que brinca com todos os sentidos do ser humano, a nação tem cheiro, gosto, presença, som e forma. A textura crua e sinuosa da banda só aumenta o respeito nacional e internacional e a falta de fôlego que é causada por onde esses caranguejos com cérebro passam.

Próxima resenha minha a ser publicada no jornal, isso aê, Nação na vitrola! Boas notícias chegaram hoje, alguém vai para a Alemanha!Ai que orgulho, uma felicidade mais do que merecida! Te amo, Te amo e Te amo!


J.M