domingo, 30 de março de 2008

Studio SP




Abril pro Rock


Festivais de música rolam aos montes pelo Brasil, mas a região nordeste do país, juntamente com a sudeste, concentram os maiores festivais de música independente e alternativa. Música boa, gente nova surgindo, sonzeiras tão pulsantes que remetem para quem está na platéia quase um transe psicodélico com vocais sinuosos e guitarras distorcidadas a todo o vapor.


Destaque na região nordeste principalmente para o RecBeat, que acontece simultaneamente com o carnaval do Recife, e o tradicional Abril pro Rock, também na capital Pernambucana. Já passaram pelo Abril pro Rock, que nesse ano comemora a 16°edição, grandes nomes da cena musical independente, tanto nacional, quanto internacional como Jon Spencer Blues Explosion, Sepultura, Soulfly, Placebo, dEUS, Bloco Vomit, The Queers, Asian Dub Fundation, Stephen Malkmus, Aterciopelados, Camille, Marky Ramone, Lee Perry, Los Alamos, Diplo e Stereo Total.


O Festival acontece nos dias 11, 12 e 27 de abril no Chevrolet Hall Recife


Programação


SEXTA, DIA 11 DE ABRIL


NEW YORK DOLLS (EUA)
ZUMBIS DO ESPAÇO (SP)
MUKEKA DI RATO (ES)
BAD BRAINS (EUA)
THE SINKS (RN)
VAMOZ (PE)
PROJECT 666 (PE)


SÁBADO, DIA 12 DE ABRIL


LOBÃO (RJ)
CÉU (SP)
AUTORAMAS (RJ)
SUPERGUIDIS (RS)
JUPITER MAÇÃ (RS)
VIOLINS (GO)
WANDER WILDNER (RS)
PATA DE ELEFANTE (RS)
THE DATSUNS (NOVA ZELÂNDIA)
VICTOR ARAÚJO (PE)
ERRO DE TRANSMISSÃO (PE)
SWEET FANNY ADAMS (PE)
BARBIEKILL (RN)
ROCKASSETES (SE)


SÁBADO, DIA 27 DE ABRIL


HALOWEEN (ALEMANHA)
GAMMA RAY (ALEMANHA)

Pois é, isso que é barulhada boa! isso só no Recife!

J.M


Ne Me Quitte Pas




Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure


Ne me quitte pas
Ne me quitte pas


J.M


Garrafas e arte




Boa iniciativa, arte como mobilização social, isso ae!


Parado no incontrolável congestionamento da marginal Tietê, o motorista ganhou um curioso lembrete da precária condição ambiental em que a cidade mergulha cada vez mais. Vinte garrafas infláveis gigantes, tipo PET, e iluminadas foram instaladas às margens do rio pelo artista Eduardo Srur, que aborda a questão ambiental na instalação exposta até 25 de maio em uma das vias mais movimentadas da cidade.


As garrafas ficam distribuídas ao longo de cerca de 1,5 km nas margens do rio, entre as pontes do Limão e da Casa Verde. Cada peça mede cerca de 10 m de comprimento por 3 m de diâmetro. Tema recorrente no trabalho de Srur, a instalação pretende abordar justamente a questão da degradação ambiental da cidade em um dos principais marcos da poluição urbana em São Paulo.Autor da instalação "Bicicletas" em 2007, que pendurou bicicletas suspensas por cabos em prédios da avenida Paulista, Srur já havia ocupado as margens do rio Pinheiros com caiaques para chamar a atenção para a poluição da água e, em dezembro passado, o artista espalhou por São Paulo árvores de Natal construídas com materiais recicláveis.


Além dos espectadores que trafegam pela marginal normalmente, a instalação também poderá ser vista do próprio rio, em excursões de barco promovidas pelo grupo Navega São Paulo.


ouvindo: Los Sebozos Postizos - "O homem da gravata florida"


J.M








Black Music


Fase Black Music, Soul, Dub,R&B, Afrobeat e afins. No som Fela Kuti, Stevie Wonder,Erykah Badu, Lauryn Hill , Macy Gray, De la soul, Michael Jackson ( versão Jackson Five), Ray Charles, Alicia Keys, James Brown, Mary J. Blige! Sim, música da melhor qualidade!


on my juke box: Fela Kuti e Africa 70 - "Zombi"


J.M



o som da hora


Ouvindo sem parar: Curumin, 3 na massa, Nação Zumbi, Belle & Sebastian, Doors, Barbatuques, Paulinho da Viola, Mombojó, Rage Against the Machine, Orquestra Imperial, Gotan Project, Yamandú Costa, Antonio Nóbrega, Beatles, Moska, Jorge Ben Jor,Miles Davis, Vanessa da Mata, Sonantes, Wir Sind Helden, Mestre Ambrósio, Fagner...


on my juke box: Carcara- Barbatuques ( que som é esse????? versão massa)
J.M

palavras juntas




beija eu!


Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...


Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...


Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
o que seja ser...


Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...


Juro que isso era tudo o que eu queria hoje!


J.M

domingo, 23 de março de 2008

Domingueira e Cinecult


Domingo novamente com cinecult, é domingo deveria ser o dia oficial do cinema, sim, tem coisa melhor do que fazer num domingo do que no começinho da noite pegar um cinema, um bom filme? E hoje é Páscoa! minha manhã foi linda!


Filme de hoje delicadamente encantador! Todo rodado na cidade luz, Paris! oui oui! Um lugar na Platéia (Danièle Thompson), uma crônica caseira na região mais chique da capital francesa. Jéssica (papel da belga Cécile De France) é uma jovem desempregada e órfã, a moça sai da interiorana Mâcon seguindo os conselhos da avó que, quando jovem, havia trabalhado no famoso Hotel Ritz. Sem nenhuma experiência, Jessica só consegue arranjar um bico como garçonete num café da chiquérrima Avenida Montaigne, na região dos Champs-Élysées. O fato do estabelecimento estar situado próximo a um tetaro faz com que Jessica frequentemente sirva artistas que agitam seu local de trabalho. De papo em papo, vai se entendendo com gente graúda, a exemplo da atriz em crise Catherine Versen (Valérie Lemercier), do pianista estressado Jean-François Lefort (Albert Dupontel) e do colecionador de arte Jacques Grumberg (Claude Brasseur). Muito legal, filme leve, divertido e doce. Tudo que se quer na vida é um lugar na platéia, nem muito perto, nem muito longe.


Paris sempre linda, quero França! Paris, Je T'Aime !
Melhor que isso é sair do cinema e ir direto comer um pão na chapa com quiejo derretido com um chocolate quente! isso foi bom!


on my juke box: Grávida -Marina Lima ( depois de muito tempo sem escutar essa música, ouvi-lá é lembrar imediatamente de São Paulo, mais precisamente de uma pizzaria no Itaim)


J.M


Ana Canãs - Amor e Caos


Agora é a hora e vez de Ana Canãs.Na realidade Ana Paula Canãs Canãs ( assim mesmo, duas vezes), simplificando Ana Canãs, duplamente talentosa.
Bonita, simpática, expressiva e canta um jazz, numa sonoridade intensa. Quando a vi cantando, me lembrei da Céu ( que é a minha preferida dessa nova geração de cantoras) na mesma hora. Sim, lembra, mas são trabalhos diferentes, e eu tenho que parar de comparar toda cantora nova que aparece com a Céu. E Ana Canãs tem talento, e muito.

Aliás, a cena musical brasileira anda recheada de belos vocais femininos. Céu, Mariana Aydar, Marina de La Riva, Cyz, Karina Falcão, Lurdes da Luz ( a parte feminina do Mamelo Sound System), Cibelle, as meninas da Dona Zica, as Chicas, Roberta Sá, a novinha Mallu Magalhães, as musas da Orquestra Imperial Thalma de Freitas e Nina Becker, Clara Moreno, todas dando o que falar! Isso aí, é noís!

Mas voltando a falar na Ana que já é conhecida no circuito hype paulista, por conta de temporadas na casa All of Jazz e no bar Baretto (do Hotel Fasano), a compositora e cantora chega ao disco aos 27 anos de idade e quatro de carreira. A paulistana lançou em novembro do ano passado Amor e Caos, CD produzido pelo violonista Alexandre Fontanetti com arranjos do guitarrista Fabá Jimenez. No repertório, há oito músicas autorais (Mandinga Não, Devolve Moço, A Ana, Vacina na Veia e Interrogação, entre outras) e releituras dos cancioneiros de Caetano Veloso (Coração Vagabundo, num registro cool) e Bob Dylan (Rainy Day Woman). O primeiro single do álbum é A Ana. É o tema mais pop do disco."Apesar de cantar jazz, eu não sou uma jazzista. Jazz, para mim, significa liberdade", conceitua Ana Cañas no vídeo promocional que apresenta Amor e Caos.
Com suingue e personalidade vocal, Ana Cañas está chegando ao disco com um estilo muito mais pop e mais distante do jazz.

“Não nasci cantora” afirma Ana. A música veio como uma descoberta, para a jovem formada em artes cênicas pela USP, mas depois de participar de um festival universitário, trocou o teatro pela música. Depois que descobriu Ella Fitzgerald, a moça não quis saber de outra coisa a não ser cantar. Destaque para Storm Wheather, cantada lindamente pela artista.


Olha, ela fala, ela canta, ela grita, ela zanza
Ela tem aquela transa
Que eu não digo com quem é
Ela tem o rebolado
Tem o corpo tatuado
De uma figa da Guiné


Ela tem uma coleção
De animais bem perigosos
De animais muito orgulhosos
Lá da Arca de Noé
Ela tem uma pantera
Que ela arrasta na coleira
Ela gosta dessa fera
Porque é grande feiticeira
E seduz os corações


Super-Mulher
Super-Mulher
Anticapa voadora
Domadora de Leões
(Super Mulher - Jorge Mautner)



on my juke box: Devolve moço - Ana Canãs



J.M







sábado, 22 de março de 2008

Blogs alheios






Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul
Você precisa
Não sei, leia na minha camisa
Baby, baby,
I love you Baby
I know that's the way..


J.M


Canal Brasil. É tudo nosso.


Um calor insuportável, um céu rosa-laranjado, e uma noite linda! É, tá tudo muito bem!


Consigo ficar horas e horas sentada no sofá assistindo o Canal Brasil! sim, bom conteúdo na televisão brasileira, é isso que falta. Junto com a TV Cultura, uma das minhas preferidas, o Canal Brasil, mostra que tende a ficar melhor cada dia que passa!

O Canal Brasil é o canal da cultura e da alma brasileira. Do cinema novo ao novo cinema nacional, é uma nova programação. Novos rostos, novas entrevistas, novos shows. Um novo canal, mais diverso. Um novo olhar, mais contemporâneo. Lindo! Conhecimento e conteúdo na cachola, é isso que precisa!



Hoje também vi:

  • Marília Pêra Canta Carmen Miranda, por Roberta Sá.
  • Espelho com a linda Elisa Lucinda, atriz e poetisa.Elisa Lucinda não poderia ficar mais confortável com o tema proposto por Lázaro Ramos: os amigos conversam sobre palavras. "Sou uma funcionária delas", brinca a escritora, que diz ter forte influência da cultura negra. Elisa ainda declama poemas e fala sobre seus livros infantis.
  • Atrocidades Maravilhosas. O filme documenta o trabalho do grupo Atrocidades Maravilhosas, uma iniciativa de Alexandre Vogler que reúne 20 jovens artistas. Eles produzem cartazes serigraficamente e os colam nos muros da cidade, numa intervenção estética-urbana que busca retirar a Arte de seu lugar usual, as galerias. Direção de Lula Carvalho, Pedro Pelegrino, Renato Martins, muito bem feito.
  • Tarja Preta (ahhh) , adoro esse programa, sou muito fã do Selton, nesse programa a emoção dá o tom da conversa entre Selton Mello e Darlene Glória, protagonista de clássicos do cinema nacional. A atriz relembra os primeiros papéis e revela curiosidades sobre os amigos Jece Valadão e Glauber Rocha.
  • Making Of - do filme Chega de Saudade, to louca pra ver!


E ainda vai estreiar o Som do Vinil, Charles Gavis, músico e baterista dos Titãs, apresenta uma série de dez programas que relembra a história da música popular brasileira a partir dos álbuns mais influentes da década. Primeiro programa : Tim Maia, ahhhhh que ótimo!

.. e o programa Retratos Brasileiros apresenta dia 20/04 Chico Science - Um Passo à Frente. Documentário aborda a carreira de Chico Science, que nos anos 1990, foi um dos líderes do movimento Manguebeat, ajudando a levar a cultura pernambucana para as outras regiões do país. Amigos e músicos relembram as histórias de Science e comentam a importante herança cultural que ele deixou.

Deu uma saudades da praia, desenterrei um CD do Planta e Raíz, e musiquinhas legais!

on my juke box: Casa pré-fabricada - Los Hermanos

Frau Mariza, eu te amo, sua perfeita!

J.M

Móveis Coloniais de Acaju


Menina moça
Eu não queria te dizer
Mas me parecia
Não querias compreender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser
Bacana e sacal
Não é preciso ser
Sacana e banal
Não é preciso ser
Mas o difícil é entender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser você


Talvez seja tal e qual
Quarenta e quatro vezes normal
Mas na vez seguinte, no ano seguinte
Você se tornará legal


Seu sorriso de Cepacol
Sua sempre mal passada carne de sol
Sempre acompanhada daquela gelada
E uma pelada de futebol
Que pra ser o tal
Não é preciso ser
Bacana e sacal
Não é preciso ser
Sacana e banal
Não é preciso ser
Mas o difícil é entender
Que pra ser o tal
Não é preciso ser você


Menina moça
Eu só queria te dizer
O que é preciso
Não está na cara
Mas está na Caras
Este mês

To viciada no som desses caras, Móveis Coloniais de Acaju, um monte de malucos em cima do palco, fazendo sonzeira de melhor qualidade! muito da hora! Que som absurdamente bom!



J.M




sexta-feira, 21 de março de 2008

Boa Leitura


Tarde fresquinha, com uma garoa que ora aumenta, ora diminui, e escuto “É assim que é São Paulo”, a voz da minha mãe que ecoa no carro, e eu viajando olhando aquele céu cinza, quase que fotográfico, ao som de Sexual Healing de Marvin Gaye.

A tarde inteira tomando café-com-leite bem doce, e colocando em dia a leitura dos jornais da semana que já estavam acumulando e a última edição da Rolling Stone Brasil, com os irmãos Cavalera na capa.

É tão bom juntar palavras que “fraseando”, vão nos levando a gostosas leituras, um jorrar de informações no cérebro. Por exemplo:

*O lançamento em abril do encontro promovido por Rica Amabis, Pupillo e Dengue ( 3 na Massa) de algumas das melhores vozes femininas da atualidade, interpretando canções sensuais/sexuais com elegância e originalidade. O disco batizado de “Na Confraria das Sedutoras” conta com os vocais de Céu, Alice Braga, Nina Becker, Thalma de Freitas....

* Novo álbum do System of a Down, previsto para o meio do ano. Sem título ainda previsto, no novo projeto a banda deixa o metal de lado e se inspira em David Bowie e Neil Young.

*Entrevista bem legal com autêntica Vanessa da Mata, onde a própria diz “Pode ser uma ilusão, mas talvez eu seja mais respeitada se concentrar as atenções na minha música do que espalhá-las pelas minhas pernas, pela minha bunda”. Ótima! Vanessa é melhor ainda ao vivo, seu show me impressionou.

* DVD da Velha Guarda da Mangueira, lindoooooos! A Velha Guarda cantando seus sambas com participações especiais de Beth Carvalho, Velha Guarda do Salgueiro, Leci Brandão, Ivo Meireles, Lenine, Toque de Arte, Dudu Nobre, Leila Pinheiro, Roberta Sá, Duani, Alcione, Bateria da Mangueira e Alvinho, o presidente da escola!

*ÓTIMA crítica do Miguel Sokol “Bob Dylan, eu não fui”, falando sobre os preços absurdos das apresentações gringas no Brasil, e brinca dizendo que ingressos de 900 reais não são para “Very important people” (VIP) e sim para Very Idiotic People. Muito bom.

* Som novo do lindão do Lenny Kravitz, sempre fiel ao estilo no novo álbum “ It is time for a Love Revolution”, hmm, inspirador!

*Políticos que defendem o trabalho escravo no Brasil, pra rir né?

*O trânsito continua caótico em São Paulo. Novidade.

*Ótima entrevista com o nome central da literatura americana, Russel Banks, que fala da disputa eleitoral nos EUA e do pré-candidato democrata Barack Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro do país. Vi um documentário muito interessante sobre a vida do Barack Obama, no canal Brasil, bem legal. Entrevista com Russel está no Caderno Mais da Folha de São Paulo, sempre com um bom conteúdo!

*Matéria massa com crítico musical inglês que perdeu sua adição, e fala do seu trabalho.

* Outra matéria muito boa da Folha, que juntou todos dos os críticos do jornal (Cinema, teatro, dança, música,gastronomia, artes plásticas e música erudita) e fizeram uma “troca de papéis”. Inverteram tudo.Mandaram a crítica de dança para o show do Iron Maiden, o de gastronomia para ver exposição no MASP, o de música para ver uma peça, imagina o resultado das críticas. Muito da hora, bem divertido.

E....

Ah, não me envergonho de falar que estou louca para ir no show do Justin Timberlake, só para ver ele rebolando e cantando Just Sexy Back!A turnê Future Sex/ Love Show vai passar pelo Rio de Janeiro e São Paulo . Dia 24 de Maio o show é em sampa, rola!


on my juke box:Shame - PJ Harvey



J.M





Théo


Saudades do Théo . Lembranças das nossas andanças de bicicleta, dos exageros quando íamos ao supermercado, das suas histórias, suas piadas, seus gestos, seus conselhos, suas conversas, sua inteligência (como sabia tudo de história brasileira e política!) Saudades dos teatros infantis da escola, que eu odiava, e ,ele, sempre lá na primeira fileira me aplaudindo porque, para ele, eu era a melhor, mesmo vestida de feijão. Saudades das guloseimas que sempre me dava, de seu jeito mandão de quem tudo sabe, de sua segurança, de seu cuidado especial em arrumar qualquer coisa que quebrasse com a maior paciência. Saudades do pão-de-queijo no fim da tarde com a vó, do seu “Bom dia Boneca” de todas as manhãs, das suas pescarias, da admiração que meus amigos têm por ele, de seu amor em aproveitar tudo de bom que a vida oferece com a simplicidade de um moleque. EU TE AMO tanto que chega a ser incondicional. Meu herói, me vô, meu pai, meu exemplo, meu colo.

Gostava de te abraçar, de apertar sua mão, de bagunçar seu cabelo, de colocar seu óculos e de ficar bem perto de você. Deu tempo de dividir todo o amor que eu tinha guardado dentro de mim, de falar o quanto você era importante na minha vida. Deu tempo de conhecer uma das pessoas mais incríveis e sempre inesquecível. Que bom que a gente se encontrou meu amigo, meu grande amigo! E como nos versos de Milton Nascimento, eu acredito que eu dia amigo, a gente vá se encontrar!

Hoje eu tenho lágrimas de saudades, muitas saudades, que rasga o peito e aperta o coração, me deixa por três segundos sem ar. Eu sei que você olha por mim, aí onde você está.
Te amo, é um amor do tamanho infinito do seu abraço. Meu avô que é o melhor que existe!

Feliz Aniversário

Te amo

Júlia de Miranda

Na confraria das sedutoras / 3 na Massa




O lançamento em abril do encontro promovido por Rica Amabis, Pupillo e Dengue ( 3 na Massa) de algumas das melhores vozes femininas da atualidade, interpretando canções sensuais/sexuais com elegância e originalidade.

Dedicado aos desenhistas eróticos Carlos Zéfiro e Milo Manara, além dos poetas Chico Buarque e Serge Gainsbourg, o álbum “Na confraria das sedutoras” reúne belas como as cantoras Céu, Pitty, Nina Becker, Lurdez da Luz e Thalma de Freitas, entre outras, além das atrizes Leandra Leal, Simone Spoladore e Alice Braga, interpretando canções compostas por homens convidados - caso de Jorge Du Peixe, Lirinha, Junio Barreto, Rodrigo Amarante, Rodrigo Brandão, e integrantes do grupo pernambucano Mombojó.

Será possível ter um gostinho do 3 na massa em apresentações ao vivo em São Paulo, a partir da segunda quinzena de abril.

Na Confraria das Sedutoras


1. Certeza- Leandra Leal
2.O Seu Lugar -Thalma de Freitas
3. Doce Guia -Céu
4. Tatuí - Karine Carvalho
5. Estrondo - Geanine
6.Lágrimas Pretas -Pitty
7.Pecadora - Simone Spoladore
8. O Objeto- Nina Becker
9. Quente Como Asfalto - Cyz
10.Morada Boa - Nina Miranda
11. Certa Noite - Karina Falcão
12. Sem Fôlego - Lurdez da Luz
13. Tarde Demais - Alice Braga
.....
J.M




quinta-feira, 20 de março de 2008

Paulinho da Viola


Violão esquecido num canto é silêncio
Coração encolhido no peito é desprezo
Solidão hospedada no leito é ausência
A paixão refletida num pranto, ai, é tristeza
Um olhar espiando o vazio é lembrança
Um desejo trazido no vento é saudade
Um desvio na curva do tempo é distância
E um poeta que acaba vadio, ai, é destino


A vida da gente é mistério
A estrada do tempo é segredo
O sonho perdido é espelho
O alento de tudo é canção
O fio do enredo é mentira
A história do mundo é brinquedo
O verso do samba é conselho
E tudo o que eu disse é ilusão


Alento - Paulinho da Viola! Eu amo esse homem! Que poeta, que som, é muito lindo!


J.M

O lance é andar de bicicleta


Ahhhh! para acabar com esse caos urbano e de quebra diminuir a pulição, vamos andar de bicicleta! Quer programa mais legal do que no fim da tarde pegar a bike e sair por aí, fazer umas fotos e tudo mais! na boa, muito divertido, e sem tem companhia boa, ah, não tem desculpa!


Então tá esperando o que pra tirar a monarca da garagem e sair pra dar um rolê?
Quero Le Parkour!


on my juke box: Curumin - Guerreiro

Crônica anunciada


Ótima crônica do Gustavo Piqueira, designer e autor do " Manual do Paulistano Moderno e Descoldo", publicada na Folha de São Paulo, aí, na íntegra!


Só em São Paulo


Você vai hospedar amigos gringos e gostaria de apresentar a cidade. Mas, cruel dilema, não sabe o que mostrar. Onde levá-los em São Paulo? O que temos de verdadeiramente original? Difícil, muito difícil. Afinal, quase todos os nossos objetos de ostentação têm origem externa. Bexiga, Liberdade. Bistrôs, chopinho. Shoppings. Tudo importado. Tudo. Felizmente, meu caro, somos um povo guerreiro. E, com muita gana, temos conseguido reverter esse quadro. Cada vez mais assumimos nossa identidade cultural, criando manifestações genuínas de paulistanidade em estado puro. Não temos Ipanema? Pfffá. Pelourinho, Torre Eiffel ? Pffffpffffpffffá.

Forasteiros, morram de inveja. Congestionamento indoor? Só em São Paulo.

É . Indoor. Pegar trânsito na Quinta Avenida? Batido, batido. Pegar trânsito na própria garagem? Só aqui. Outro patamar. E o melhor: entrada grátis. Não é bonito? As autoridades democratizando a difusão da cultura local? Eu acho bonito. Um exemplo às demais metrópoles. (Aliás, não posso deixar de elogiar, aqui, o poder público, pelo incansável esforço a fim de impulsionar as performances de congestionamento indoor pelos bairros. Trabalho brilhante. Parabéns. )

Claro, o movimento é ainda incipiente . Mas dá para classificar, sem medo, como tendência . O hype da estação. Afinal, você sabe como as coisas funcionam em São Paulo: começam tímidas, aqui e ali. Um belo dia explodem, espalhando-se pela cidade. Hoje, enquanto você sorri satisfeito por empacar na marginal, um antenado grupo já deu o próximo passo. Gasta até 15 minutos engavetado na própria garagem. Portanto, ouça o que eu digo. Em questão de meses, você também vai entrar nessa. Prepare-se. Ih, está inseguro? Não sabe se vai valer a pena?Relaxe. Claro que vai. E muito. Quanto mais vida jogada fora, mais inflado o peito.

Eu-perco-mais-tempo-do-que-você. No-meu-é-pior. Etcetera,etcetera.

Mesmo porque, quer melhor assunto?Os sortudos não precisam mais nem acompanhar os resultados da rodada ou ensaiar aquela cantada. Um “meu, hoje fiquei dez minutos parado na garagem da firma” basta. Eu os invejo, viu? Assumo. Pense bem. Deve ser o máximo. Poder gritar “ anda filho da puta!” na segurança do seu próprio condomínio. Sentir-se livre para buzinar, soltar um palavrão, sem o menor risco de revide ou assalto. Sem precisar despistar malabaristas de farol ou folhetos imobiliários. Ah, deve ser o máximo. Toda a plenitude de um típico congestionamento paulistano, protegido pelos mais modernos equipamentos de segurança.


O que mais poderíamos querer?

Se respondeu “nada” errou feio. Não somos apenas um povo aguerrido. Somos também inquietos. Mal o hype do congestionamento indoor vai se popularizando, já corre à boca pequena outra novidade, ainda mais radical. Uma seletíssima facção vem pavoneando, com justificada arrogância, o fato de enfrentar quase dez minutos de congestionamento no elevador do prédio onde trabalham. Quase dez minutos. Então, fique atento e anote a dica: Pegar congestionamento no elevador promete ser a febre do verão 2009. E não adianta abrir o caderno de viagens. Não. Isso, meu amigo, você também só vai encontrar em São Paulo. Só em São Paulo.


on my juke box: Beautiful World-Coldplay

J.M

Dia do Bem


Foi estabelecido o “Dia do Bem”. O dia em que um grupo de amigas se reúnem para passar horas e horas fazendo nada, mas quando junta várias mulheres em um lugar, é raro não dar em nada. É o dia delas, só delas. Pra fazer o quiser, no mundo delas, do jeito delas. Uma bolha delas. Onde não entra mais ninguém. Só elas.

E o que pode acontecer quando reúne na sala de um apê com um sofá laranja uma loira biba chucra, a amora rebelde sem causa, a mãe mais lerda do mundo, a nóia das idéias encaracoladas dentro da cabeça, a insana do mundo da lua e a mais quieta de todas que quase não se nota, mas ela está lá, o que acontece?

Ah, a resposta mais óbvia, seis mulheres comendo uma laranja baiana sentadas na praça de alimentação de um supermercado. Sim, uma coisa difícil de se imaginar, mais a saída daquele apê na busca de bebidas para a reunião de cinco jornalistas, resultou nessa cena. Depois de muita discussão em um corredor sobre o que se comprava, um vinho, ice, whisky, pinga, licor, pizza ou macarrão, optamos por UMA, uma só laranja baiana, nem grande e bonita, dividida entre cinco numa mesa de plástico com cadeiras metalizadas. Era o “Dia do Bem”, dia da gentileza, de dividir com o próximo ... e foi.

As vozes femininas desse grupo de “insanas” que se conheceram na faculdade de jornalismo eram ecoadas desde a entrada do prédio. Uma a uma chegando para o dia delas. Onde não entrava ninguém, além delas.

Piadas, risadas, fofocas, reagee, gargalhadas, idéias, confissões, todas falando ao mesmo tempo, mas todas se entendendo. É mulher tem dessas de ouvir tudo ao mesmo tempo e entender.
Uma confraternização com chocolates, bobeiras e afins. É pra isso que serve o Dia do Bem, para amigazar, amigaremos então, sempre!

Dizem que a melhor época é a da faculdade
Dizem que não se faz amigos na faculdade, apenas colegas.
Dizem que pessoas parecidas andam juntas.
Dizem que amigos reunidos é o que importa.
Será?

Ah, dizem tanta coisa por aí...

Próximo encontro no show do Léo Jaime( haha) ou Mart'nália?

Ouvindo: O objeto – Nina Becker
J.M

Buarque


Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente 'inda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna, a nossa cama reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão


Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação


Pela cachaça de graçaque a gente tem que engolir,pela fumaça desgraçaque a gente tem que tossir pelo andaimes pingentes que a gente tem que cair, Deus lhe pague...



Chico Buarque de Holanda,o meu guri! sempre Chico!


J.M

Nós gatos

"Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres"


Na foto: Zuzu, o gato mais gato!


on my juke box: Purple Rain- Prince ( sim, eu escuto Prince)


J.M

Mars Volta




A banda norte- americana de rock progressivo funde estilos como soul, jazz, funk e rock psicodélico com influências latinas. Seu último disco, The Bedlam in Goliath já tá nas lojas. Som massa, Mars Volta sempre presente na trilha sonora de vários filmes! Da hora!




J.M

Mafalda




Eu amo Mafalda, eu amo Quino! bom, bom mesmo passar horas e horas lendo os quadrinhos da Mafalda, viva a Argentina!




On my juke box: Os urubus só pensam - Cidadão Instigado
J.M

terça-feira, 18 de março de 2008

Quase um segundo




Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz


Ontem pensei tanto em você! ai ai


Ouvindo : Loser - Beck, trilha perfeita para momentos como o de ontem!
J.M

Mallu Magalhães - Garota Prodígio


Sensação da internet para todo o Brasil agora, apenas 15 anos e um som furiosamente fofo e bom! Mallu Magalhães, a paulistana que tá dando o que falar, som da hora, muito bom!


...



Mallu Magalhães experimenta o doce sabor do sucesso!

A bandeja do toca-CDs da lanchonete escolhida como local da entrevista já repetia o repertório pela segunda vez, quando Mallu Magalhães e seu empresário chegaram, meia hora atrasados. A conversa seria interrompida para que ela atendesse uma repórter de um jornal. “Desculpa”, diz, com a voz infantil, após tentar interromper a ligação algumas vezes. “É o dia inteiro assim. Teve uma semana que foi punk, daí descobri que o celular tinha a função de atender três pessoas ao mesmo tempo...”, desabafa, enquanto mexe o fundo do copo de milk-shake com o canudo.
A menina de 15 anos está no olho de um furacão chamado hype. Há pouco mais de um mês, a imprensa especializada só fala sobre – e com – Mallu Magalhães, uma adolescente paulistana que vive em uma casa confortável no bairro do Morumbi, onde além de compor, faz esculturas de papel machê, conserta instrumentos musicais e desenha em seu ateliê. Filha de um engenheiro e de uma paisagista, a garota de olhos vidrados é fã de Bob Dylan, Belle & Sebastian (os quais escuta todos os dias) e Vanguart (pelo menos uma vez por semana). O pai, Dudi Magalhães, incentivou a precoce carreira musical da filha. “Ele tocava para mim ‘Leãozinho’, do Caetano Veloso, ‘Blackbird’, dos Beatles e, quando a gente viajava, ouvíamos Neil Young”, conta Mallu. Após estourar no MySpace (sua página acumulou centenas de milhares de visitas em um mês), sua rotina passou a incluir entrevistas, reuniões com gravadoras, participações em programas de TV, além das penosas tarefas escolares. “Quando você faz o que gosta, não faz por obrigação. Adoro correria. Pra mim, música é o que há, e é isso.” Mallu gosta de terminar as frases com uma expressão definitiva. É assim também nos shows, quando emenda um “acabou” após cada final de música. O público delira.
Em setembro, quando Mallu passou pelas portas do estúdio Lucia no Céu para gravar quatro faixas – “Tchubaruba”, “Don’t You Leave Me”, “J1” e “Get to Denmark” – ela acabava de se encaixar despretensiosamente em um nicho promissor: o anti-folk, a mistura do folk com outras vertentes musicais, explorado por cantoras como Feist, Kate Nash, Cat Power e Regina Spektor. Jorge Moreira, um dos sócios do estúdio, enxergou potencial nas composições e decidiu produzir a gravação, inclusive tocando alguns dos instrumentos.
Mallu tocou suas músicas pela primeira vez em público três meses após a gravação. A oportunidade surgiu por acaso. Durante uma festa na casa da avó de seu melhor amigo, a garota consertou um violão quebrado. Em seguida, foi convidada a tocar algumas músicas ali mesmo. Ao fim do improviso, uma prima do amigo sugeriu que Mallu fosse apresentada a Indaiara Moyano, produtora de shows do Vanguart. Só faltava uma banda. “Eu comecei a confiar muito no pessoal do estúdio”, conta Mallu. “Eles cuidavam do som, faziam tudo. Quando apareceu o primeiro show [no clube Clash, em São Paulo, abrindo para o Vanguart], para quem eu iria pedir uma banda?”. Além de Mallu nos vocais e violão e Jorge na bateria, completam o grupo o guitarrista Kadu Abecassis, o baixista Thiago Consorti e o pianista Mario Patrício.No palco, a febre pela garota se justifica. Insegura, porém bem-humorada, Mallu canta melodias relaxantes com graça e afinação. Espontânea, não usa repertório e decide o que tocar na hora, com a ajuda da banda. “E agora, Kadu?”, pergunta. “Você é quem decide, você é a líder da banda”, o guitarrista responde. A festa de Mallu está só começando.


Márcio Cruz ( Rolling Stone Brasil, Março)


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on my juke box: J1- Mallu Magalhães

domingo, 16 de março de 2008

Domingueira, cinecult e chicletes


Nada melhor do que num domingo no fim de tarde, ir no cinema com uma ótima compania e depois um bom papo, capuccinos e chicletes, programa ideal!

Filme alemão muito bom, A vida dos Outros. Nos anos 80,quando a Alemanha ainda era dividida pelo Muro de Berlim, o bem-sucedido dramaturgo Georg Dreyman e sua companheira, vivem em meio à elite intelectual da Alemanha Oriental. Quando o Ministro da Cultura interessa-se pela atriz, o agente do serviço secreto Wiesler recebe a missão de observar o casal, passando a achar suas vidas e personalidades cada vez mais fascinantes.
Direção : Florian Henckel Von Donnersmarck

Filme bem premiado, bom, com final melhor ainda!

J.M




Vitrola invisível


Não sai da vitrola ultimamente : Incubus, Radiohead, Móveis Coloniais de Acaju, Los Sebozos, Cidadão Instigado, Juliette and The Licks , Led Zeppelin, Elis, Subways, Fela Kuti, João Gilberto, M.I.A,PJ Harvey, Chicas, Molotov, Mars Volta, Lenine, Kings, Nina Simone, Ramones, etc e tal.



Som da hora : Prefuse 73

Prefuse 73 é o nome do projeto musical de Guillermo Scott Herren, produtor musical, que entre outros trabalhos já lançou diversos discos sob esta alcunha pela Warp Records. Com uma música que passeia pelo IDM com elementos de hip-hop e uma vasta influência de ritmos como punk e free-jazz, a carreira de Guillermo "Prefuse 73" se assemelha à sua música: inquieta, criativa e capaz de explorar universos diferentes com bastante competência e ritmo. Guillermo descobriu a música na infância e cresceu tocando diversos instrumentos. De piano a bateria, ele nunca se focou em um instrumento específico, mas agradece pela oportunidade surgida, que lhe deu uma melhor compreensão da música e de sua habilidade em tocar diferentes ritmos que foi descobrindo ao longo de sua vida.


on my juke box: The Class of 73 bells -Prefuse 73, massa!


J.M


Strip-Tease

eu penso conforme o tempo
eu danço conforme o passo
eu passo conforme o espaço
eu amo conforme a fome
eu como conforme a cama
eu sinto conforme o mundo

mas no fundo
eu não me conformo

Martha Medeiros

Alzira




Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo


Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre



Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre


Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre


(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)




Na versão de Alzira Espíndola, a minha preferida do clã Espíndola! que sonoridade boa. Agora, a sul-mato-grossense passou a assinar Alzira E, nome de seu sétimo disco. Som lindo!

J.M








Maitena




J.M

TE AMO


Meu mundo você é quem faz música, letra e dança ...tudo em você é fullgás ,tudo você é quem lança , e tudo de lindo que eu faço vem com você, vem feliz!


Você me abre seus braços e a gente faz um país



Amor esperto, tão bom te amar ! Amor incondicional que transborda! TE AMO!




eu quero praia, eu quero Santos!
J.M

Nação pernambucana


Ciranda de Maluco, aqui de Pernambuco é bom demais!


J.M

Lourenço Mutarelli









Lourenço Mutarelli, o cara dos quadrinhos nacionais!


Trecho de Mundo Pet :
"Um distanciamento da realidade. Um aceleramento cardíaco. Silêncio para ouvir sua própria respiração. Ouvindo. Calmamente. Calmamente. Calmamente. Calmamente? E as vozes internas interagem: “Afinal, estou respirando? Sim, está. Ofegante. Mãos transpirando. Ai, Meu Deus!”.
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on my juke box: Warning - Incubus
J.M

Sonantes


É sonoridade afro, latina, com sotaque pernambucano e internacional!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh, mais som bom na área! sim Sonates! que soco no ouvido bom, música que penetra nas entranhas mais escuras e sonoras do pensamento. Formada por um time de gente foda : Céu, Dengue, Gui Amabis, Pupillo e Rica Amabis, Sim! cada dia surge mais coisa boa, nem só de poluição sonora vive o mundo!







CARTA ABERTA AOS OUVIDOS FECHADOS ou SOBRE OS SONANTES & SEUS SONIDOS




Ilmos. Senhores(as) proprietários de aparelhos auditivos por ventura bloqueados, venho por meio desta solicitar-lhes a desobstrução de suas vias. É chegada a hora e a vez da cotonete! Reconheço, é bem verdade que nessa era caracterizada pela overdose de informação, a reação de tapar as orelhas muitas vezes faz sentido, pois o BPM da vida moderna acelera mais e mais a cada novo amanhecer, e nem sempre existe a chance de separar o joio do trigo. E, por isso mesmo, chamo atenção a esse... momento, esse encontro, essa convergência denominada Sonantes. Sim, porque nesse caso, “projeto” não é termo que explique bem a intenção. Afro, latino, cancioneiro, modernamente eletro-acústico, pernambucano, planetário, o disco se coloca, de maneira espontânea e imponente, na linha evolutiva da música daqui, ao valorizar muito a composição e a interpretação. Céu, a cantora que deslumbrou o Brasil e o mundo mas não se deslumbrou, é a voz que conduz esse trabalho, que, vale deixar claro, não é seu aguardado segundo álbum, mas uma verdadeira conseqüência do cotidiano. Tanto ela e seu parceiro Gui Amabis (compositor e produtor de background cinematográfico), quanto o irmão dele, o também produtor e trilheiro Rica Amabis (Instituto), e a dupla Dengue e Pupillo, mais conhecida como A Cozinha Da Nação Zumbi, residem todos no mesmo conjunto de prédios, nas Perdizes Paulistanas. Então, muito além dos palcos e estúdios, os cinco responsáveis centrais por essa obra dividem também as contas, o lanche na padaria, as piadas de bairro e os dias chuvosos. Quando os últimos se juntaram sob a alcunha de 3 Na Massa, o espírito já era meio esse, mas a troca das várias cantoras (convocadas para a estréia deles) pela dupla do edifício ao lado intensificou largamente o clima Lá Em Casa, que é uma das cores mais marcantes, um dos trunfos dos Sonantes. Isso sem falar em outro trunfo chamado Jorge Du Peixe. O linha-de-frente da Nação é praticamente uma entidade que páira sobre o disco todo. Primeiro, a primeira faixa: regravada aqui, Carimbó foi, lá nos idos de Rádio S.AMB.A., um dos mais importantes passos na construção do estilo-próprio de vocal que ele lapidou nos trabalhos seguintes da NZ. Depois, o cara co-assina a arte do encarte e ainda deu nome à criança. Fora ele, outros comparsas, como Siba, Lúcio Maia, Beto Villares, Daniel Bozio, Toca Ogan, Fernando Catatau, Gustavo Da Lua, Pepe Cisneros, Sergio Machado, B-Negão e Apollo 9, também chegaram junto e contribuíram com performances (e, em alguns casos, composições) que completam o panorama em grande estilo. Agora, já ciente da receita, resta aos homens e mulheres de boa vontade apenas a opção de deixar os Sonantes soarem, e se deliciarem. Sem mais, me despeço, desejando boas audições.




São Paulo, Natal de 2007, Rodrigo Brandão ( Mamelo Sound System)


http://profile.myspace.com/sonantes





Ouvindo: Carimbó - Sonantes , música sinuosamente sensual, linda!



J.M